quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A desmistificar desde 1919...


Antes de mais, gostaria de aqui deixar um prévio disclaimer por entender que o conteúdo das revelações que se seguem nas próximas linhas podem impressionar o público mais sensível e/ou os mais "panisgas". Efectivamente, o que me motiva a narrar mais esta inconfidência é o mesmo espírito que me levou, em Novembro de 1989, a relatar ao mundo a incestuosa relação que o Pai Natal mantinha com uma das suas renas (qual não sei, mas era a mais mansinha), num cativeiro forçado e num estábulo sem o mínimo de condições de higiene e salubridade, que chocou tudo e todos, mormente pelo recurso ao material de suporte fotográfico e pelo bonito e diversificado conjunto de ângulos com que consegui captar o meliante das barbas branquinhas a cavalear a pobre rena, bem com pela posterior publicação do dito material no jornal 24 Horas. Hoje, porém, não lanço mão do suporte fotográfico, pois que, apesar de voltar a vestir a roupagem de justiceiro da moral e da transparência, o que aqui me proponho a revelar, 19 anos volvidos sobre aquela pioneira e histórica denúncia, é por demais atroz. Assim sendo, é com enorme pesar, mas com o baluarte do cumprimento de um importante dever cívico, que informo o mundo que [...rufos de tambor...] a Popota é um gajo muito pequenino!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pi, Pi, Pi, Pinigool, Pinigoool, Pinigooooolll!

Confúcio disse: A “pinillada” é o hat-trick da arte suprema da bandidagem – o arrombamento de balizas à bastonada! (Se não disse, estou certo que gostaria de ter dito!)

Não há muitos jogadores de futebol por esse Mundo fora que se possam orgulhar de terem facturado três vezes num só jogo – o chamado hat-trick (quer dizer, isto em termos relativos, porque de certeza que o ponta de lança do Cucujães já fez vários hat-tricks em inúmeras situações, inclusivamente quando, sentado no bar com os amigos, brinca com o chapéu enquanto mama uns shots! Estranho não é? Por que raio é que uma simples (tri)repetição de um facto é confundida com chapéus e tal? Já não basta o melhor amigo do homem ser apelidado de capote, capuz, etc., também no mundo da bola temos de levar com comparações injustificadas entre o meter e a cabeça!).
De entre estes seres que rareiam, os que fazem truques com o chapéu, bem entendido, um houve que captou especial atenção. Mauricio Pinilla é o seu nome, e é o jovem cabeludo que encontram retratado na foto (o outro não vale nem para limpar o chão porque andou a mamar na grande teta do leão durante uns 6 anos e depois, quando se estava a fazer jogador, pirou-se para a Turquia sem dar cavaco a ninguém!).
Corria a época de dois zero zero e quatro/cinco (ando deprimido com isto, desde 1999 que não é possível dizer “corria a época de mil nove e noventa e nove. Soava tão bem...) quando, em Braga, Pinilla, até então quase esquecido, saca de um hat-trick que recolocou o SCP na trilha do título.
Tão raro era ver o Pinilla, Pinigol para a “curva” do SCP (que lhe chegou a dedicar um cântico que era qualquer coisa como “Pi, Pi, Pi, Pinigool, Pinigoool, Pinigoool” – muito original, que é para fazer jus ao elevado QI (não confundir com KY) da maior parte dos membros dessas “coisas semi-organizadas por gandulos” a que chamam “claques”), marcar um golo, que aquele dia ficou para sempre marcado na minha memória!
De tão especial, este dia teria que merecer uma sentida homenagem, um justo reconhecimento, uma elevação suprema. E assim surgiu o conceito de “pinillada”!
Tal como o Pinigol marcou três golos num só jogo, também um bandido pode almejar o mesmo feito que, mutatis mutandis, merece iguais alvíssaras!
O mutatis mutandis reflecte-se em pequenos aspectos, que tornam a pinillada uma modalidade requintada ( e não “requentada” como alguns insistem em dizer...) do hat-trick, a saber:
Primeiro, há a benesse. Para concretizar a pinillada o bandido dispõe de 24 horas, e não os 90 minutos de um jogo de futebol.
Depois, há a especificidade. Um jogador marca golos num só campo durante esses 90 minutos. O bandido tem de marcar golos em 3 campos diferentes durante as 24 horas de que dispõe.
Em seguida, há a competitividade. Três golos nos treinos até o Nuno Gomes marca, agora a sério é outra coisa! Não há cá golos com namoradas! Bandido que é bandido tem de ir à caça, ainda que, e aqui se faz uma pequena concessão, seja caça semi-caçada, que é como quem diz, território já ocupado que, em boa verdade, nunca se deixou vago.
Por último, há a consumação. Que eu saiba, bolas no poste, grandes remates e jogadas brilhantes não contam para o hat-trick. Assim sendo, ou bem que se introduz o Bastão da Bandidagem na baliza adversária, no holliest of hollies (como diz o Samuel Jackson no Pulp Ficiton) das rameiras, ou então não há pinillada para ninguém! E não venham cá com a história de “ah e tal, mas ela até sentiu o Bastão da Bandidagem” ou “mas ela até pôs o menino a chorar com tantos mimos” ou o que quer que seja. Golo é golo! E os que contam são os que lá vão parar dentro!
Cumpridos todos estes requisitos, o bandido executa a pinillada na perfeição, daquelas que mereceriam uma standing ovation em pleno relvado adversário (e se é bonito ver um relvado adversário bem tratado! Mais bonito era marcar o terceiro golo e em seguida comunicar a todas as felizardas participantes em tal evento a consumação da pinillada, notícia essa que, indubitavelmente, seria recebida com um caloroso aplauso e, quem sabe, pelo avanço até uma salenkada – nota histórica: Oleg Salenko foi o único jogador que marcou cinco golos num só jogo numa fase final de um Mundial. Este conceito, a salenkada, que é um conceito a estudar e aprofundar, implicará, necessariamente, o aumento do número de golos e a internacionalização da facturação, ou não tivesse o dito jogador alcançado o feito durante o Mundial!).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Zapping Social


Já não é a primeira vez que penso nisto, e da cada vez que o faço a minha primeira impressão sai reforçada. Estou, obviamente, a falar de uma moderna e inovadora forma de interacção social a que gostaria de chamar Zapping Social. O Zapping Social mais não é do que a possibilidade, análoga ao manejo do telecomando na escolha do canal da nossa preferência, de controlarmos a nossa vida e o tempo que despendemos com quem bem entendemos e quando bem entendemos. Assim, não correríamos o risco de perder um bom par de horas com aquela sirigaita que, ao invés de nos estar a despir com os olhos, insiste em nos empalear com conversas inconsistentes, imponderadas e desinteressantes ao mesmo tempo que a nossa mini vai aquecendo e o ânimo esfriando. Desta forma, com o simples clicar de um botão (mental), o objecto do nosso descontentamento momentâneo, por pouco cativante, desapareceria de imediato, numa percepção sensorial equivalente ao desaparecimento de um canal televisivo – para o efeito, e como exemplo, apontaremos para o canal mais entediante da televisão nacional, a TVI – sendo que nos restaria tempo para outros “canais”, fossem eles “alternativos”, de “animais selvagens” ou “mais generalistas”. Estou certo que este revolucionário conceito em muito choca com os culturais, porém ultrapassados, valores impostos pelos nossos paizinhos e mãezinhas, mas por quanto tempo mais aceitaremos perder o nosso (cada vez mais) precioso tempo com alguém se o retorno não for instantâneo ou, ao menos, manifestamente compensador?! Vivemos na era do fast food, da globalização, do imediatismo (no seu corolário “ASAP”), mas também da falsa tolerância, da hipocrisia encapotada, dos programas cor-de-rosa aos fins-de-semana em todos os mais de 50 canais da televisão e eu sinto que já não aguento muito mais – as minhas ressacas não passam das 15h e os jogos da Liga Sagres só começam a ser televisionados depois das 18h, muitas vezes só a partir das 20h!!! Pensem nisto… ou na miúda da foto supra, a ver se eu me importo...!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Import/Export # 2: O último dos rebombazinadores


Num espaço aberto à sensivelmente duas semanas atrás, aproveito para dar a conhecer ao enviesado leitor que, à falta de melhor que fazer, nos lê e em seguida regurgita a sande de queijinho fresco com alface e tomate cereja que comeu e à qual tem a veleidade de chamar almoço, mais uma das preciosas pérolas que tive a oportunidade de conhecer numa pretérita vida. Falo-vos do saudoso xô Fernando, o último dos rebombazinadores deste país de faz de conta. O xô Fernando, exímio artífice da alta-costura e do preto-à-pórta, fazia o impossível quando os tempos não eram tão folgados como os de hoje. Com golpes cirúrgicos de xizato (ou X-acto, para ser mais impróprio) o xô Fernando rebombazinava o irrebombazinável, assim logrando dar nova vida à então velha bombazina. E fazia-o por qualquer coisa como 500 escudos…!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

lha da puts do meu ultimo catraio

entao nao é que este meu ultimo rebento das entranhas duma filipina q eu tresmalhei, ligou-me a dizer q se calhar ia para musico pq disseram-lhe que ele tinha jeito... ONDE É Q JÁ SE VIU!!! pó ano vai é para as obras no dubai que é lá que ele faz falta!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

À bandidagem!

Ando pouco criativo.
Assumo, sem problemas, que me tem faltado pretexto para escrever, isto apesar de inúmeras situações que se atravessam à frente dos nossos olhos e que, quanto mais não fosse, mereceriam sempre uma referênciazita, um achincalhançozeco, uma sátirazinha ou talvez UMA VERDADEIRA SESSÃO DE ESPANCAMENTO.
Não acreditam em mim!? Então vamos por partes, como diria o Jack Estripador (já sei que a piada é velha, mas continuo a achar-lhe graça e usá-la quando se revela oportuno).
Passem os olhos por cima da secção de comentários de alguns pasquins (que, por não chegarem sequer perto da qualidade deste nobre estabelecimento, mais não merecem que aquele apelido, assim ao estilo de chamar "jogador de futebol" ou "artista da bola" a gajos como o ronny, ou o bynia ou o mariano, quando, pelo menos nas nossas televisões, espalham magia jogadores como Messi, CR7 (como eu detesto esta sigla! Parece que anunciam alguma doença coliforme com elevado índice de contágio que eu, assim à laia de improviso, vou baptizar de Coliformus Ronaldissimus 7), Káká, o próprio Ronaldinho, ou um Lampard, Gerrard, ainda que noutro estilo - e notem que o uso diferenciado de maiúsculas e minúsculas nos respectivos nomes não é acidental...) tais como o Expresso, o Público ou, o rei deles todos, o site MaisFutebol!
Para além do conteúdo, que me vou abster de comentar por entender que todos têm direito a ter opinião (questão diferente é saber se todos têm, ou deviam ter, direito a divulgá-la), o que repugna é a total desconsideração pelas mais elementares regras de português!
"1 dia dextes vou tentar publicar 1 livro axim p. xaber x alguém perxebe o q quer q xeja do q x excreve, nem q seja para dexcortinar quantox energumos (sic, in comentários Público) conxeguiam comprar a xitada publicaxão e relatar a xtória."
Depois, do outro lado do espectro (que é como quem diz, do outro lado do espectro. Repeti propositadamente. Estava a pensar se haveria algum equivalente para isto, mas não me ocorreu. Padeço, certamente, de muitos dos males que identifico nos outros mas que por sobranceria recuso reconhecer em mim... Dia triste este!), há aqueles que de tão polidos, de tão aparentemente evoluídos, se perdem nas minudências das merdas que não interessam ao Menino Jesus (que se se preocupasse com aparências não só não tinha sido carpinteiro mas também andava bem vestido e tinha tentado cortar a barba antes de ir para a cruz, porque toda a gente sabe que ía ficar mal na foto...)!
Este segundo grupo é particularmente bem descrito neste texto do The Mechanic, um forista do Caldeirão da Bolsa, que, por força dos princípios da bandidagem que cultivo, vou copiar, sem disso dar cavaco ao autor:
Deve ser da Realeza Bancária ...
Português gosta de nome comprido e pujante . Português não é "varredor do lixo", é "Técnico de Higiene Viária". Português não tem " mulher da limpeza", tem " Consultora de Aplicação Sistemática de Produtos sobre Superfícies ". Português não é "Trolha”, é " Especialista Superior em distribuição de Betão".
E depois, usam o nome todo e quanto mais comprido for, melhor. Quer dizer que é mais apto para sobreviver na alta sociedade. Se tiver o nome pequenino, tá lixado!
Como a Ana Isabel dos Santos Pina Cabral (hoje saíu-me esta coitada na rifa...):
Ana Isabel dos Santos Pina Cabral é nome de pessoa que come "Tenderloin de Bovino criado nos Pastos do Lama do Tibete", de pessoa que calça um par de meias " Chivanchi Chevignon du Aznavour", de pessoa que põe óculos " by Dior y Dolce&Gaban y Ferrari" .
Já um gajo que se chame António Rosa , tá lixado ! Nunca há-de vencer na vida..! Primeiro, porque como tem o nome pequeno, este ainda tenderá a diminuir mais: É Antonio Rosa, mas é António para a mãe...Tony para os amigos. "T" se for um brother.
Isso leva a que seja o tipo de pessoa que come "bife da sola da pata traseira de vaca com 87 anos" , calça "xanata presa com cordel e aroma de peixe deixado ao Sol há 9 dias" e não põe óculos porque não tem guita , razão pela qual anda sempre a bater contra as paredes .
Isto é a selva, pá !!!

Fora de toda esta panóplia de “sei lá o quê”, encontram-se aquelas genuínas pessoas que vivem no seu sub-mundo que, exactamente por ser “sub”, nenhum de nós conhece nem jamais conseguirá compreender.
Este adepto é um deles:

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Haverá constância nas cadilhadas do dia-a-dia?!


Eh pah, nem sei bem como pôr isto, mas a verdade é que estou fartinho dos Cadilhes, dos Constâncios, dos Teixeiras Pintos, dos Jardins Gonçalves, dos Espíritos Santos (que não a bonita festa de homenagem aos santos cristãos que se realiza nos Olivais, em Coimbra, por alturas de Maio) e outros que tais. Eu, como a maior parte dos que não herdaram um sobrenome composto e/ou pomposo, tive que viver a minha vida sob o estigma do lugar comum de que cada sociedade tem os políticos que merece. Tudo bem, esta até dou de barato. Mas e quanto aos gestores de topo, administradores dos grandes grupos económicos e, assim com’assim, os grandes accionistas de empresas cotadas no psi-20? Será que no pacote dos políticos também merecemos estes projectos de gente, tal qual edição de fim-de-semana do expresso e mais o seu sem número de anexos?! Não quero crer que assim seja… Não obstante a minha relutância, estas aventesmas despontam dos seus opulentos casulos para gritarem “olhai, boa gente, que o vosso rei vai nu”, quando, e depois de o haverem aconselhado na escolha da indumentária, o povo o estar já a agasalhar. Mas sempre assim foi. A história portuguesa está repleta de episódios em que estes profetas da desgraça consumada se insurgem – invariavelmente fora de tempo – a reivindicarem um caminho contrário àquele por eles gizado anteriormente. Já aquando da crise sucessória de 1383-1385 os ricos administradores dos grandes grupos económicos e pastores evangélicos de então (anteriormente designados por nobreza e clero) apontavam um caminho (então a unificação com Castela) e, após a contundente vitória na batalha de Aljubarrota (com a célebre táctica do quadrado – a mesma e única que o Paulo Bento conhece, ainda que na sua variante mais espichada, volvidos que estão mais de seis séculos), não hesitavam em apontar como trilho único a independência do reino, para que Portugal não caísse no jugo da subserviência a Castela. Hodiernamente, os novos nobres descobrem-se quando a água inundou já o porão, para então (ensaiarem) guiar o frívolo povo no caminho duma insondável ética de chibanço e achincalhanço na praça pública para que os seus valores (não morais, antes pecuniários) se não dissipem, porque aos novos nobres nada mais importa que não o próprio umbigo e o dia de amanhã… de preferência servido com um pequeno almoço com 4 tipos de sumos naturais e um pão-de-ló sempre fresquinho.

Nota final, com o furto duma pequena, porém refulgente, frase que li algures n’O Mal está feito, a propósito de mais um roubo num banco português: «Eu li que o Miguel Cadilhe vai sair do BPN com 10 milhões de Euros. Vamos ver… vamos ver o que é que os snipers decidem. Eles é que sabem se têm bom ângulo para disparar ou não».

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Import/Export # 1: Aumento da temperatura global vs Diminuição de piratas


Nasce aqui e agora mais uma rubrica neste chiqueiro blogosférico que consiste, muito sucintamente e como o próprio nome indica, em trazer ao conhecimento deste – chamemos-lhe – pueril público que inexplicavelmente nos lê algumas das melhores coisinhas espalhadas pela sôdona Internet (sendo que não nos coibimos de as palmar assim às claras porque somos bandidos inveterados sem o mínimo de decência). Assim, o autor deste estrondoso e revelador estudo aponta como factor crítico-explicativo para algumas das catástrofes naturais que mais nos têm assolado, tais quais o aquecimento global, terramotos e furacões, a significativa diminuição do número de piratas no mundo desde princípios do século XIX. Ora, deste modo se alcança um sem número de possibilidades idiotas que saem indubitavelmente reforçadas pela simples, porém eficaz, apresentação de um gráfico. Hummm... voltarei a este assunto em tempo oportuno.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Provérbios eruditos # 3


"Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera dois congéneres revolteando no ar."
Tradutor popularucho: "Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar."

Provérbios eruditos # 2


"Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei."
Tradutor popularucho: "Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és."

Provérbios eruditos # 1


"Descendente de espécimen piscícola sabe movimentar-se em líquido."
Tradutor popularucho: "Filho de peixe sabe nadar."

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A propósito de aniversários...

Serve o presente não para comemorar a efeméride do Cacto mais seco que conheço (que, acrescento já, merece tudo de bom e inclusivamente tudo de bom que todas as boas lhe possam proporcionar de bom, bem visto), e que ainda assim consegue destilar tequila suficiente para inundar a baixa de Sete Rios, tal qual dilúvio de proporções bíblicas, assim ao estilo chamem o Noé e ponham-me na arca com a Giselle Bundchen para repovoarmos a Terra, e quem diz a GB (é assim que os amigos coloridos a tratam) diz uma Adriana Lima, uma Joana Freitas, ou também, quiçá, porventura, uma Monica Belucci (MB, de "MUITO BOA", que é como quem já lá foi a trata), mas antes para divagar sobre a natureza da celebração do aniversário de uma simbiótica união a dois, vulgo forca, que, não obstante, poderia ser recheada de pormenores interessantes e comemorações efusivas e de bom gosto!
Mulheres do Mundo ouvi-me!
Nada contribuiria mais para um certo conceito de fidelidade, de preservação de uma relação, de continuidade da harmoniosa convivência a dois se, por ocasião daquela efeméride tão habitualmente sobrevalorizada pelas mulheres, ao invés de dizerem “hoje fazemos um ano” dizerem “hoje vais fazer um ânus”. Era bonito...
E por cada aniversário contado a partir daí, acrescentávamos um ânus diferente ao ano de celebração e então aí sim era ver os homens todos a preservarem relações e todos a competir entre si para ver quem fazia mais ânus na relação.
Live long and prosper!

A divindade em pequenos pormenores...


Hoje o maior faz anos. Eu também. Mas ao passo que os meus festejos, mais ou menos efusivos, se vão cingir à celebração do desemprego e duma ausência de rumo pontuado por gins e minis a perder de vista, o maior decidiu pôr a cabeça na forca e sacrificar (muito provavelmente) grande parte do carisma que sempre granjeou, na sua pátria e além fronteiras, ao reivindicar uma hipótese de comandar a selecção nacional da argentina, a mesma pela qual se transcendeu, a mesma pela qual chocou a lógica do mundo tradicionalista, a mesma pela qual expurgou os imperiais demónios com a simples e indomável liberdade do génio... e tudo isto com uma singela bola de couro nos pés.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Another Ten Mandamunts!


ANOTHER TEN MANDAMUNTS:

I – Não sorverás calipos à boca cheia!
II – Portar-te-ás como um homem, levarás como um homem.
III – Não pirilamparás a mulher do próximo quando o próximo estiver próximo.
IV – Jamais ficarás “néné” ao ponto de chamares alguém pelo teu próprio nome!!
V – Não comerás a fruta podre do chão porque tem caruncho e far-te-á mal à barriga.
VI – De tudo abdicarás em prol do nobre acto de procriação.
VII – Não levarás areia para a praia.
VIII – Não confiarás numa “coisa” que todos os meses sangra 5 dias e não morre!!
IX – Serás todo “bermelho” porque até J.C. era Deus encarnado!
X – E nunca esquecerás que as namoradas passam e os amigos ficam!

Nota final: Estes são os novos (que já não são assim tão novos, diga-se em abono da verdade) mandamentos. No fundo, um conjunto de modernas regras, ensinamentos e linhas directrizes que nos têm ajudado, enquanto miserável ajuntamento de bandidos, a viver o dia-a-dia sem grandes chatices e na calha duma qualquer coisa transcendental, transversal e/ou transcontinental.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Lição económica # 1


Vamos falar de economia e de crise financeira à escala mundial com bocadinhos de palermice?! Vamos a isso! Diz-se que anda toda a gente preocupada com a “Crise”, esse bicho de 7 cabeças, tentáculos bravios e mau hálito, que assola tanto o homem comum e rude do interior profundo como o cosmopolita e instruído investidor da capital, certo?! Errado! Eu aqui me confesso que não estou nada preocupado com a tal de “Crise” (acto contínuo, tentem imaginar aquela mímica com os dedos indicador e aquele maior dos piretes, ligeiramente curvados, acompanhados por aquela inqualificável expressão facial e que, não invariavelmente, define o seu interlocutor como um g’anda palerma), nomeada e mormente porque não tenho mais de 200 euros no banco, sou desempregado e não tenho categoria para mamar da Grande Teta da Segurança Social e porque não sou parvo, sendo que, também por isso, não me vejo a adquirir um imóvel, já que para tal teria (obrigatoriamente) de recorrer a um empréstimo bancário de uma qualquer instituição financeira e descobrir depois, 40 ou 45 anos depois, que andei a pagar qualquer coisa como 3 vezes o mesmo capital emprestado – o mesmo é dizer, andei a pagar 3 casas quando apenas tenho uma em meu nome e nessa altura, a 480 meses de hoje, já não terei forças para segurar aquela caçadeira Citori Crosstraining CAL:12, 7mm, que guardo na garagem ao lado daquele velho aspirador Hoover, e assim não poderei entrar na mesma agência que me ludibriou, 14.610 dias antes, com TAEG’s, Spreads, taxas de juros directoras, EURIBORs e letras pequeninas. Assim, pugno por defender que deixem de ser apenas os assaltos realizados por homens simples, muitas das vezes mal armados e sem treino na nobre arte de fanar euros alheios, a serem notícia de abertura dos jornais nacionais e antes se façam, na mesma e exacta proporção, manchetes de cada vez que um qualquer e comum desgraçado decidir assinar um qualquer contrato de mútuo para compra de uma habitação com uma qualquer instituição financeira.

Nota final com o ínclito cunho do RAP, na Visão, a propósito do fundo de garantia de 20 mil milhões de euros disponibilizados pelo Governo aos bancos nacionais:Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. (…) Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro.

Previsões, presciências e adivinhações


Tenho um sonho recorrente em que um homem de tez manifestamente bronzeada, caracóis nus cabéça e que responde ao prosaico e caucasianico nome Barack Hussein Obama não chega ao fim da sua jornada. Pensei o mesmo duma tal de Benazir Bhutto, mas como não disse nada antes de lhe limparem o cebo ninguém me levou a sério - quase como se me gabasse de adivinhar os números do Euromilhões no sábado seguinte ao do sorteio. Assim sendo, fica aqui registado e se depois acertar todos me vão tratar por Zandinga das catástrofes e o meu alter ego vai finalmente ter com que se alimentar.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A génese do vocábulo encarecar


Muito boa gente me tem questionado – duas pessoas, para ser mais exacto – sobre a génese do neologismo encarecar, esse novo e resplandecente vocábulo sem o qual a língua portuguesa parecia, até há uma semana atrás, coxa. A sua origem, modesta como todas as origens que importam vender aos pobres de espírito, descobre-se numa das lacunas da língua de Camões no que a chacotear diz respeito. Sim, porque ninguém me convence que a corriqueira expressão “pó caralho”, ainda que nas suas mais evoluídas variantes “o caralho é que é” ou ainda “passa-te ao caralho”, não começa a apresentar sinais de cansaço e desadequação ultrajante. Quem não se recorda de pelo menos uma situação confrangedora em que, incitado por um qualquer vitupério dum qualquer dejecto de forma humana, o silêncio tenha, involuntariamente, imperado pela inexistência de um achincalhanço simultaneamente embaraçador e culturalmente evoluído. Ora, nesta era de caos financeiro e sexual, o vocábulo “encarecar” vem marcar uma posição de liderança na zombaria do dia-a-dia, pois representa não só a degradação físico-capilar, como a degeneração socio-pulhipiresca do homem/mulher comum. E não obstante o termo aceitar uma universalidade anti-sexista, nem por isso se descobre transsexuado. O dito vocábulo e/ou doesto serve assim, e não apenas, os géneros masculino, feminino, misto e animal. Assim sendo, e como conselho de alguém intelectualmente superior e estupidamente bem vestido em qualquer ocasião (ao qual terá de se excluir a última Moda Lisboa, única mancha num currículo imaculado), sempre que se depararem com uma daquelas pessoas e/ou coisas cujo coração seja mais negro que o olho do cu duma preta da Guiné Conacri, não olvidem da possibilidade de a apupar com um chorrilho de exprobações e insultos, nas quais deverá pontificar o termo encarecar, por forma a serem capazes de assuar todos os presentes no escárnio e maledicência do objecto da vossa ira reprovativa para que a mesma aprenda a lição e não mais se digne a vilipendiar-vos – quanto mais não seja com a sua inusitada presença físico-repulsiva. Agora ide, espalhai a palavra e não hesitais na hora de caluniar e descompor que vos não agrada!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A nova prova dos 9 é de 4


A rudimentar e elementar prova dos 9 é coisa do passado. Hoje em dia, qualquer problema que se me depare é resolvido com a "Prova dos 4".
Nota final: Sim, efeminado leitor, a imagem apresentada é a representação gráfica (ou lá o que lhe queiram chamar as beatas do puritanismo de algibeira) da dita "Prova dos 4"!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Funcionamento dos mercados bolsistas para leigos


(Clicar na imagem para a dita crescer a olhos vistos)

Não são pernas Senhor, são barrotes!


Tal qual a jovem supra apresentada, também a mulher portuguesa – via de regra, atentem – sofre da terrível maleita cientificamente designada por pernus tronchyudaes, o que em português escorreito significa perna tronchuda (sim apanascado leitor, como a couve). A pernus tronchyudaes é um estado que se pode caracterizar pela indefinição de um normal afunilamento na zona do tornozelo da mulher, sendo que por tal motivo as gâmbias das nossas concubinas apresentam a mesma espessura tanto na zona do joelho como na zona do tornozelo. Assim sendo, não há tufão, cheia ou entrada de carrinho que derrube este portento da natureza que se descobre no cimo destas vigas. Esta apavorante condição física é o resultado de uma predisposição genética, pois todas descendem da Padeira de Aljubarrota, mas também dum outro factor que é comummente classificado como “rodas baixas aliadas ao crítico terreno português” – que, como todos bem sabem, é rico em inclinações e pedragulhos, sendo que, e não obstante este apresentar uma assinalável riqueza calcária, é o mesmo que em muito contribui para o embrutecimento dos membros inferiores das nossas fêmeas. Deste modo, aproveito para aqui lançar o repto, já outrora pelejado pelo lendário candidato Vieira, de alcatifar e/ou terraplenar Portugal para que as gerações vindouras não tenham de torrar milhares de euros em presentes que giram sempre em torno do mesmo: ou vestidos compridos ou cremes reafirmantes ou serões trancados em casa.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E a propósito das chamadas "bolhas especulativas"...


Sim, eu aqui me confesso: Adoro peitos leitosos!

Jogos bandidico-lúdicos # 1


Descubra o(a) gatuno(a) presente nesta imagem.
Ajuda: O(A) gatuno(a) assaltou uma loja de roupa e saiu da dita com a maior das latas envergando e pavoneando-se posteriormente com o objecto do furto.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A respeito das Modas Lisboas e outras merdas que tais...


Estas gajas, se não se cuidam, vão encarecar!!!

Nota de rodapé: Já pesquisei e, pasmem-se os cépticos, o neologismo verbalístico por mim genialmente criado num dia ventoso ainda não existia e só alguns de nós compreendemos a falta que nos faz para um punhado de situações. Agora quando procurarem no Google a palavra e/ou verbo “encarecar” ela já lá vai estar à vossa espera e disposição, sem necessidade de uma qualquer sugestão parva do Sr. Google, do tipo: Será que quis dizer encarecer? Não caralho!, não quis nada dizer encarecer, quis dizer encarecar e foi isso mesmo que disse.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Teoria da Involução

Em tenra idade, e desde que comecei a ser sensibilizado para as questões das Ciencias da Terra e da Vida, que perdia longos períodos da minha tarde a estudar os meus semelhantes por intermédio de revistas culturais que, pelo amor que lhes nutria, teimava em guardá-las debaixo do colchão. Mas não é disto que quero falar, pelo menos por enquanto.

De novo...

Em tenra idade, e desde que comecei a ser sensibilizado para as questões das Ciências da Terra e da Vida, que me fascinava a paleontologia e a evolução das espécies. Do homem das cavernas, esse "infeliz" que vivia rodeado de mulheres semi nuas que, por questões instintivas se via "obrigado" a arrastá-las para dentro da caverna sempre que lhe desse na vinheta; ao homem moderno, que tem futebol...enfim, se evoluimos ou não deixo ao vosso critério. Mas tenho para mim que seria bem mais provável na idade da pedra ser inventado o futebol (se é que já não havia uma forma rudimentar), do que convencermos a mulher moderna a despir-se e a partilhar connosco um leito sempre que "o menino quiser chorar".

E neste estudo da evolução houve vários cientistas que se propuseram a adiantar teorias à cerca das pressões que nos teriam levado ao ponto a que chegámos. De todos eles, aquele cuja ideologia me parecia mais lógica, era sem dúvida Darwin. A sobrevivência do mais apto parecia-me lógico. E claro que, obdecendo às leis da natureza, a preferência reprodutiva recairia sobre aqueles cujos genes dariam maior probabilidade à descendencia de sobreviverem, dando assim continuidade ao legado genético. Isto tudo devidamente precedido dos normais e designados sinais e rituais de acasalamento.

Mas nas minhas ultimas incursões nocturnas tenho-me deparado com realidades algo diferentes. Não falando sobre a escolha do parceiro, que poderia dar um contorno de desespero a este texto, e há que saber respeitar o inergume que ficou com ela, ou o alcoólico inveterado que só sabe dizer "maijuma tacha de binho pra mim e prá pomba", ou o gordo careca que nem unhas tem para o DB7 que tem a porta, AHAHAHAH#$1GD&@££RAFGSJHFGDASJAH...errrrrrrr....bom, desconsiderem os últimos comentários.

Voltando ao texto....áh....parece-me que enfrentamos uma regressão evolutiva, o que de certo baralha o dedicado bandido que se vê privado de pôr em prática as mais elaboradas técnicas de furto. Como é sabido, bandido que é bandido não se mistura com a restante classe de foras da lei, por uma questão meramente evolutiva. A capacidade adaptativa possibilitou-nos superar as dificuldades crescentes num mundo cada vez mais exigente e competitivo. E eis-nos aqui, no topo da cadeia alimentar, lingua aguçada e perfeitamente talhada (por anos de prática) para a bela arte do "convencimento", prontinhos para atacar...e de repente vemo-nos rodeados de leireiras??!!?? Ora, eu não quero acreditar que o senhor Darwin se enganou nalgum ponto da sua ideologia, mas ou o meio regrediu (possibilitando a sobrevivência dos menos iluminados) ou estou em vias de mandar o Sr. Darwin apanhar em sitios quentinhos e acolhedores. Francamente, no auge do nosso intelecto e pregam-nos uma destas??!!?? E quase tão vil como rebentar a rotula do Cristiano à garfada logo após o seu brilhante desempenho ao serviço do Sporting quando este defrontou o Manchester. E ainda bem que falamos nessa estrela do futebol, porque vem mesmo a calhar. A rodear as supracitadas leireiras estão quase invariavelmente, um grupo de tianos.

E lá estamos nós mais uma vez na guerra, na disputa pelo objecto de furto a ombrear com estes serumanos. Confesso que nada tenho contra eles. Alguns até me fazem rir sem precisarem de recorrer ao humor, e Deus Nosso Senhor sabe o quanto ao gosto de gargalhar. Agora fico revoltado pelo facto de verificar que nesta selva são aparentemente estes especimens que levam a melhor.Voltando um pouco atras. La estão as ditas leireiras, senhoras que toda a gente sabe têm muito calor pelo que, mesmo no pico do inverno teimam, por motivos de saúde, a escolher roupa que, apenas por sorte, lhes cobrem as bordas da regueifa. Já os peitos, esses vem quase como vieram ao mundo, a excepção do pequeno circulo castanho que de certo tira o sono a muito jovem. Claro que com tanto estimulo é natural que um bandido que se digne ponha em prática o que melhor sabe fazer - roubar! Mas aparentemente os sinais ou estão trocados ou sou eu que já só consigo ler em braile. Uma investida, e outra, e outra, e aparentemente a balança não pende para o nosso lado. Ao lado, um Tiano, envergando t-shirt aberta ate ao peito, fio ao pescoço, sapatinhas da NASA, cabelo com aspecto de quem andou a meter os dedos molhados na tomada, os boxeres pelos mamilos e as calças pelo joelho. Da boca dele pouco mais do que: "óh caralho, e a gaija binha, e eu amandei-le, "óh tina". e ela nada, e eu "oh tina!" ... tibe que lhe ir ao cu!". E nao é que a leireira solta um sorriso como que encantada pelas doces palavras do romântico incorrigivel??!!??

Carissimos senhores, no cenário vigente arriscamo-nos a sucumbir a uma regressao evolutiva. Esqueçam a capacidade de argumentação e as técnicas de convencimento. Olvidem o "dar a volta" e o humor inteligente. Apaguem a conversa interessante e a boa companhia. Se querem voltar a privar com decotes que dão para ver o umbigo e cintos largos soltem o Tiano que há em vós e dediquem-se a poesia de andaime. Ou ela cai ao primeiro "oh estrela, queres cometa!" ou eu não me chamo Cidália de Sousa.

sábado, 4 de outubro de 2008

É póstume, mas é merecido


Vai com uma semana de atraso, bem sei, mas ainda assim não podia deixar passar em branco o inexorável desaparecimento de um dos maiores, mormente, na encarnação do único papel com que granjeou alcançar o Oscar de Hollywood (depois de ter sido nomeado - e ter perdido - 9 vezes antes), isto é, o mítico Fast Eddie Felson em A Côr do Dinheiro de 1986 e que eu vi e revi para cima de 278 vezes. Paul Newman era grande. Muito grande mesmo. Que categoria de actor...!