sexta-feira, 11 de abril de 2008

Carta recebida (e ora publicada) contra a violência nas estradas



Caros bandidos,

Sou uma mãe solteira, muito zelosa do seu pinto, que gosta de mandar trancadas valentes com homens rudes d’encontro à máquina de lavar roupa que aquece muito na centrifugação e me dá uns calores na patareca que eu até galgo paredes... Bom, a razão pela qual vos escrevo é por saber que sois defensores das causas nobres, tipo robin dos bosques, que roubava aos ricos para dar aos desgraçadinhos, ou tipo esquadrão classe-A, que batia em todos indiscriminadamente, e por saber que são capazes de matar, estropiar e capar homens feitos por meia dúzia de tostões ou, apenas, em troca dum qualquer soutien mal lavado, copa C, duma dessas bailarinas ditas exóticas. O que eu vos pedia era que cravassem de balas os mais terríveis aceleras deste país, os maiores malfeitores das vias rodoviárias deste lindo Portugal, os tunnings da Brandoa. Ainda ontem vinha em direcção a Lisboa, circulando na faixa da esquerda a quase 60 km/h e um desses jovens muito mal-educados do tunning apareceu "amandado" em nítido excesso de velocidade, colou-se à traseira do meu carro e começou a fazer muitos sinais de luz! Aliás, todo aquele carro estava artilhado com aquelas luzes azuis e com aquelas colunas muito potentes, com música muito alta e muito repetitiva. Fiquei petrificada e não me desviei, até que eles desistiram e acabaram por me ultrapassar pela direita, ao mesmo tempo que me insultavam. Doidinhos! Mas apontei a matrícula (33-95-XR) e tirei uma fotografia daquele caixão com rodas, que era amarelo canário e tinha, no capot, um autocolante que dizia AICNÂLUBMA.
Junto, ainda, uma foto desse carro-tunning para que o possam identificar e capar o respectivo dono.


Obrigado,
Selma Antunes da Silva

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