segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Com a PT, quem paga é você!

«A PT não pagou impostos pela venda da Vivo por 7,5 mil milhões de euros, já que foi tudo feito pela Holanda. A PT aumentou os lucros em mais de 800% e conseguiu pagar menos impostos. A PT vai despedir - desculpem, "rescindir com" - 600 pessoas. A PT teve agora direito a 250 milhões de benefícios fiscais. É assim que se combatem as crises. Com a ajuda de todos. Obrigado.»
in Jornal i (09.Março.2011)
quarta-feira, 9 de março de 2011
Coisas que me vão acontecendo...!

O discurso que segue infra é real e aconteceu à minha pessoa na passada noite de segunda-feira, por alturas de celebração do entrudo numa das muitas e boas (!) discotecas de Coimbra. É uma delícia e um motivo de orgulho!!
Random Girl #1: Olá.
Cactus: Oi.
Random Girl #1: Olha, sabes quem eu sou?!
Cactus: Nope.
Random Girl #1: Mas eu sei quem tu és.
Cactus: 1-0 para ti.
Random Girl #1: Sabes quem eu sou, sim senhora!
Cactus: Isto não vai correr bem...
Random Girl #1: Conheci-te há uns 3 anos, naquela discoteca ao pé do rio.
Cactus: Still nothing.
Random Girl #1: E se te disser que fui namorada do Paulo?!
Cactus: Ah!, okapa, já me lembro. Isso já foi há muito tempo. Que rica memória...!
Random Girl #1: Olha, diz-me uma coisa: estás à altura do que dizem de ti?!
Cactus: Muito dificilmente.
Random Girl #1: Mas ouvi dizer...
Cactus: Não acredites em tudo o que ouves.
[Entretanto aproxima-se outra fêmea, amiga da primeira]
Random Girl #2: O que é que estás a fazer?!
Random Girl #1: Deixa-me estar.
Random Girl #2: O Filipe está à tua procura. Anda.
Random Girl #1: Não me apetece. Prefiro ficar aqui com o Cactus.
Random Girl #2: Mas... mas ele é um dos malucos de Coimbra!!!
P.S.: O discurso e a minha indiferença são reais, sendo que apenas os nomes são fictícios (por razões de susceptibilidades e assim). Se isto não orgulha um bandido, não sei o que orgulhará...!!!
Nada sobra na Igreja...!

Só estranho que imagens tão clarificadoras como esta (!) não tenham passado na SportTv que insistia em mostrar-nos as costas dos dois protagonistas...!!*
in http://www.youtube.com/watch?v=JSdCYgYXsiU&feature=player_embedded
E depois, vejam ainda a opinião independente e desinteressada do Eduardo Barroso sobre este lance no programa da TVI24:
*A minha figura de estilo preferida é a ironia (sarcasmo, se preferirem).
sexta-feira, 4 de março de 2011
Aula de atracção e/ou infidelidade # 1: A explicação biológica

«No pico da fertilidade, as mulheres estão mais interessadas em ir a festas e discotecas e vestem-se de maneira mais atraente (na opinião de homens e mulheres). Algumas atitudes delas em relação aos parceiros também mudam, de acordo com uma investigação de Haselton e Christina Larson, da universidade de UCLA.
"As mulheres que têm relações estáveis com homens que não são sexualmente muito atraentes - aqueles a quem falta o equivalente humano da cauda do pavão - começam de repente a reparar noutros homens e a entrar em jogos de sedução", explica Haselton. "Também são mais críticas dos parceiros habituais e sentem-se menos em uníssono com eles durante os dias anteriores à ovulação". [No outro lado da barricada], o homem pouco atraente ficou particularmente ciumento e controlador durante esse período.
Todavia, isso não quer dizer que estejam a planear ir-se embora. "Essas mulheres não revelam qualquer mudança no sentimento de compromisso", acrescenta Haselton.
Isto confirma a explicação evolucionista dos "genes bons" para o adultério: um caso rápido com um indivíduo bem-parecido pode produzir uma criança com melhores genes, que por sua vez terá mais possibilidades de transmitir os genes da mãe.»
in iReportagem (04.Março.2011)
Resumindo e baralhando, o conselho a dar aos bandidos é - como reza, aliás, aquela célebre anedota - estar atento às discrepâncias estéticas dos casais e... deixá-las poisar!!!
A tempestade perfeita

«Portugal tem a tempestade perfeita a formar-se sobre a sua cabeça. A Euribor vai subir, o petróleo bate recordes, os impostos estão a asfixiar o poder de compra e os juros a que o governo se está a endividar hoje vão custar mais de 10 mil milhões [de euros] por ano a partir de 2013.»
in Jornal i (04.Março.2011)
quarta-feira, 2 de março de 2011
Import/Export # 60: O cafajeste do smoking impecável

«Um amigo chegou e me disse: "Pare de ser conspícuo e seja mais perfunctório..." Humilhado, resmunguei de cara limpa: "Claro, claro...". Corri ao [dicionário]: "conspícuo" me parecia coisa de sexo, "concupiscência", mas não é; quer dizer "grave, sério, buscando a profundidade". Já "perfunctório" eu sempre desprezei; palavra feia, lembrando supositório, "perfunctórios de glicerina". Designa algo raso, rotineiro, óbvio.
Já contei que na internet rolam artigos que nunca escrevi sobre mulheres. São textos piegas, adocicados, com patéticos elogios à "mulherzinha objeto". Atribuíram-me uma crônica chamada "bunda dura", onde o falso eu fala que mulher pode ser bela com celulite e ter nádegas flácidas... Na rua, fui abordado por uma senhora fina que me declarou arquejante de orgulho: "Eu tenho bunda mole!" E saiu andando, em doce contentamento. Sou amado pelo que não escrevi. Por isso, por vingança e falta de assunto, hoje serei perfunctório sobre mulheres, neste texto apócrifo por mim mesmo.

Começo dizendo que é preciso muita atenção para saber se a mulher te ama mesmo ou se quer saber se é amada. Para o teste, Nelson Rodrigues criou a fórmula: "Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada, não há amor possível." Isso. A mulher está sempre atenta para saber se é amada ou não. Uma frase mal colocada, um olhar distraído para outra mulher podem deflagrar um drama de cinco atos. Tom Jobim sintetizou essa verdade universal, quando disse: "É... mulher enguiça!.." Essa frase é luminosa. Por exemplo, você foi jantar com ela, champanhe, flores, uma noite feliz e, de repente, você olha para o lado e ela está imóvel, olhando fixo para o nada, rosto duro. Pronto, enguiçou - igual a automóvel. Você implora uma explicação: "Que foi que eu fiz? Olhei para alguém?" Ela te fita com desprezo em lívido silêncio.
O pior é que isso te arremessa ao desesperante labirinto da D.R. (a "discussão da relação"). Nisso, elas nos dão banhos de dez a zero. Na D.R., elas fazem revelações terríveis, ódios secretos e fraquezas de menina. A mulher é mais verdadeira no ódio. Você fica emaranhado numa teia de acusações, lamentos, escárnio e é paralisado até a sentença final, como os machos de gafanhotos: "Eu sou boa e você é mau!"
Se você for realmente mau, saiba que isso é bom e lhe faz respeitado de forma oblíqua, sub-reptícia. "Meu marido é um canalha!" - geme a mulher para as amigas, com um tênue sorriso de orgulho. E as amigas suspiram, invejando-a pelo adorável canalha que a maltrata. Como são amados os malandros...
O fiel não tem graça. É tedioso, está ali para sempre, enjoado, sem drama. O canalha é aventureiro, malvado, encarna um sonho intangível para a mulher. Todo galã é impalpável. Uma mulher me falou: "Quando um cara me diz "eu te amo", perco o interesse na hora!"
Mulher desconfia de homem bom; o bondoso perde a aura de perigo, o bondoso humilha o favorecido - nada ofende mais que o benefício, nada agride mais que a bondade explícita.

Este texto está muito rodriguiano; aliás, Nelson me contou uma vez a parábola do "cafajeste do smoking impecável". A mulher insultava o amante aos berros; ele imóvel, num smoking perfeito, fumando de piteira, indiferente às ofensas que ela atirava, de dedo espetado e olho em brasa. Aí, ela arriscou: "Você não é homem!" O cafajeste jogou o cigarro fora, guardou a piteira com discreta elegância e assestou uma bofetada rutilante na mulher. Pronto! Banhada em lágrimas de paixão, ela agarrou-se às suas pernas. Era o amor, enfim.
Alguém disse que o desejo dos homens e mulheres é serem desejados. Ninguém ama um "sujeito". É impossível comer um "sujeito". O sexo exige objetos. Os homens pensam que são "sujeitos", donos de seu desejo; a mulher finge que acredita e se faz de "objeto" para ocultar o que realmente quer ser - toda mulher quer ser objeto, mas isso não as faz menos objetivas. Mesmo apaixonadas, as mulheres são pragmáticas; cada beijo tem a estratégia de um projeto de vida. Manipulam o galalau apaixonado, mais romântico e bobo que elas, que não entende que ela tem múltiplos sentidos e está sempre nos equivocando; não porque sejam "móbiles", frívolas, mas porque funcionam assim, como raízes buscando vida. A mulher não é linear e sucessiva; ela é constelada.
Por isso é que todas querem casar, para prender numa moldura a insuportável liberdade que pensam querer.
E muitas têm a secreta inveja da prostituta - pela coragem de viver uma vertigem de pecado e liberdade. "Por isso, certas esposas precisam trair para não apodrecer. Na mais degradada das prostitutas sobrevive algo de intacto, de intangível, de eterno. Esse mínimo de inocência sempre a salva." (N.R.)

E por aí vamos, baixando o nível para enxergar a verdade do óbvio.
O maior mistério que vivemos é a diferença entre sexos. Talvez o único mistério. Por mais que queiramos, nunca chegaremos lá. Há alguns exploradores: os veados, sapatões, travestis, que mergulham nesse mar e voltam de mãos vazias, pois nunca saberemos quem é aquele ser com útero, seios, vagina, aquele ser maternal, bom, terrível quando contrariado no "ponto g" da alma. Por outro lado, elas nunca saberão o que é um pênis pendurado, a porrada num jogo do Flamengo, nunca saberão do desamparo do macho em sua frágil grossura. Elas jamais saberão como somos.
A mulher se santifica quando é traída. A amante do marido sempre é uma "vaca ou vagabunda"...sempre. A mulher traída triunfa em sua dor e muitas não acreditam no abandono: "Ele me ama; não sabe, mas ama...".
E quando ela trai, sempre invoca o motivo mais alto: a paixão. A paixão da adúltera a justifica e absolve. Ela é conspícua; só o corno é perfunctório.
As mulheres são imprevisíveis como a natureza. O homem se crê acima, mas as mulheres estão dentro.
Elas ventam, chovem, sangram, elas têm inverno, verão, "TPMs", raiam com a luz da manhã ou brilham à noite, elas derrubam homens com terremotos, elas nos fazem apaixonados porque nelas buscamos um sentido que não chega jamais.»
by Arnaldo Jabor in www.estadao.com.br (01.Março.2011)
terça-feira, 1 de março de 2011
A frase do dia # 427
Import/Export # 59: Portugal é um imposto

«Portugal já não é um País. É um imposto. No Estado ninguém tem uma ideia que não passe por um imposto, por uma taxa ou por uma coima.
Em Portugal vive-se para pagar impostos. Há quem lhe chame um suicídio colectivo. É por isso que ninguém se admira por Ana Jorge, acusada de ser ministra da Saúde, ter colocado a hipótese de se criar um imposto só para o sector que tutela. Julgava-se que um ministro existia para gerir inteligentemente, com os recursos que tem, o sector do Estado pelo qual é responsável. Ingenuidade nossa. Um ministro existe para aparecer na televisão e para ser o Professor Pardal dos impostos. Mesmo que sejam absurdos. Mesmo que os portugueses já não se consigam mexer no meio de tanto imposto. O imposto é uma rotina, o nosso circuito de manutenção. Em Portugal tudo paga imposto. Só estão isentos os ministros que dizem dislates como Ana Jorge. Ela pensa que o imposto é a solução para a sua falta de ideias e a sua incapacidade para gerir a Saúde. Portugal trabalha para pagar impostos. O Governo existe para os gastar em tudo e ainda pedir outros para coisas específicas. O Governo só sabe duas palavras: arrecadar e esbulhar. A sua única actividade conhecida é hoje legislar a taxa, cobrar o imposto, passar a coima. É a isso que se dedica o Estado. Consome o País e torna esqueléticos os portugueses. A carga fiscal em Portugal é absurda, mas há quem julgue que o saque não tem fim. Ana Jorge acha que todos os portugueses são Tio Patinhas e têm uma caixa-forte debaixo da cama para pagar os seus delírios. Deveria ser promovida a cobradora de taxas.»
by Fernando Sobral in Jornal de Negócios (28.Fev.2011)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Import/Export # 58: A ética e a etiqueta

« Alexandre Soares dos Santos [CEO do grupo Jerónimo Martins] acusou o governo de estar a mentir quando diz que Portugal não está em recessão económica e Sócrates respondeu que o empresário era mal-educado. (...)
Em primeiro lugar, há que ponderar se uma acusação pública de falta de educação não é, em si mesma, falta de educação. (...) E será educado chamar a atenção para a falta de educação que é chamar a atenção para a falta de educação, como estou a fazer agora? Enfim, são dilemas crúeis, os que a etiqueta coloca. Não deixa de ser significativo que vários grandes filósofos tenham escrito grossos compêndios sobre ética e nenhum sobre etiqueta. Alguém andou a evitar as grandes questões, não foi Sr. Kant?!»
by Ricardo Araújo Pereira in "Boca do Inferno", revista Visão (24.Fev.2011)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Import/Export # 57: O (actual) estado do Sporting CP

«Como sabereis, a Sport TV transmitiu na noite passada um repousado treino de conjunto a que o Benfica se submeteu em Alvalade com o intuito de descontrair os jogadores para a Liga Europa e ensaiar em simultâneo situações técnico-tácticas específicas, precavendo a eventualidade de o Estugarda se apresentar ao jogo de quinta-feira com um onze inicial formado por elementos do seu escalão de Juvenis Paraolímpicos. Sabereis também que, no vasto mundo lá fora, Mubarak se demitiu antes de Paulo Sérgio, embora do ponto de vista humanitário os pretextos para as respectivas demissões sejam equivalentes.
Pergunto-me, no entanto, se sabereis da epifania que eu experimentei há duas semanas, no lugar 22F da Bancada CGD (topo) do Estádio Alvalade XXI, por ocasião daquilo que a imprensa descreveu falaciosamente como um "jogo de futebol" contra a Naval. A batofóbica localização permitiu-me pela primeira vez em muitos anos perceber, não apenas o "sistema táctico" do Sporting (nessa noite, um ousadíssimo 4-0-3), mas o seu ainda mais importante "modelo de jogo", algo que nunca esteve perto de me acontecer, por exemplo, na última época de Paulo Bento. A determinada altura na primeira parte, e pela sexta vez em quinze minutos (muito para lá do acidente estatístico) notei quatro jogadores do Sporting - os três avançados e um dos médios - alinhados a régua e esquadro com o quarteto defensivo da Naval, completamente estáticos se não considerarmos "movimento" uma sucessão pinabauschiana de espasmos nas omoplatas em flirt sincronizado com a bandeira do árbitro auxiliar, enquanto um improvisado quarterback geriátrico (Polga ou Pedro Mendes) esperava o momento certo para torpedear a linha de fundo com isco para os galgos. A sexta tentativa de executar esta jogada-padrão fracassou como as cinco anteriores, mas o mais impressionante não foi isso; o mais impressionante não foi sequer a compreensão de que aquilo eram jogadas planeadas, que havia ali trabalho; o mais impressionante foi reparar que essas seis jogadas não teriam resultado em ocasiões de golo mesmo que nenhum jogador adversário estivesse em campo. (E estavam, como se veio a provar). O que aconteceu ao futebol do Sporting esta época configura uma situação sem precedentes na história da modalidade: implementou-se um conjunto de processos de jogo que já seriam potenciais fósseis teóricos na terceira divisão inglesa, que não têm qualquer utilidade prática, e que ainda assim continuam a ser repetidos - e isto é que é verdadeiramente revolucionário - com evidente decréscimo de qualidade de jogo para jogo. É a coisa mais feia do mundo.

O que nos transporta para a situação do Grimi, um problema pelo qual eu só não sou responsável porque nunca tive responsabilidades, mas cuja génese aplaudi que nem um maluquinho. O Grimi, resumidamente, além de ser o pior jogador de futebol alguma vez nascido em território sul-americano, é um activo da SAD que custou mais ao Sporting do que o Maxi Pereira, o Fábio Coentrão e o Fucile juntos custaram a Benfica e Porto. Mas no Verão de 2008, eu estava plenamente convencido de que o Grimi era um bom investimento, e que o problema da lateral-esquerda estaria resolvido pelo menos durante meia década. (Estou a falar-vos das profundezas da mesma cabeça que acreditou, até cinco minutos antes de começar o Mundial, que o Coentrão era o ponto fraco da selecção portuguesa; percebo tanto de "esquerdas" como a Helena Matos). Se um adepto moral e intelectualmente infalível como eu é capaz de semelhante jackpot de opiniões catastróficas, o que esperar de pessoas normais, ou mesmo de dirigentes do Sporting?
O Grimi, vocês estão a ver bem o que é o Grimi? Ontem, perto dos 5 ou 6 minutos de jogo, o Sálvio aplicou ao Grimi duas brutais fintas curtas e deixou-o para trás com um arranque ciclónico. Na repetição do lance, reparei que não fora o Sálvio, mas sim o Maxi Pereira. Isto não deixa de ser um elogio ao Maxi Pereira, mas chamo a vossa atenção para um pormenor mais importante, que é o de o Grimi ser alguém que quando é fintado pelo Maxi Pereira faz o Maxi Pereira parecer o Sálvio. Esta conclusão foi reforçada na jogada seguinte quando o Grimi foi de facto fintado pelo Sálvio e fez o Sálvio parecer o Overmars, o que sugere uma décalage óptica progressiva, e potencialmente infinita, entre a realidade real e a lânguida realidade alternativa na qual Grimi funciona como uma espécie de prisma e acelerador cósmico. E funciona para os dois lados: suponho que a única maneira de me parecer que o Grimi acabou de ser fintado pelo Maxi Pereira é o Grimi ser fintado pelo Urbano Tavares Rodrigues.

Este lamentável estado de coisas não foi suavizado pelo árbitro, que, numa desavergonhada repetição daquela farsa no jogo com o Porto, conseguiu sabotar toda a organização ofensiva do Sporting expulsando um central adversário. Não quero com isto arranjar desculpas: apesar de ser mais fácil anular o Sporting jogando com dez, admito que mesmo sem a habilidosa expulsão do Sidnei o resultado seria igual.
Este pode muito bem ser o plantel mais fraco da história recente do Sporting, mas a falta de qualidade tem sido potenciada com rigor soviético por um modelo de jogo - e nesta altura não me resta dúvidas de que é mesmo um modelo intencional, com dedo do treinador - baseado em longas parábolas para desmarcações espectrais de um avançado que além de não ter arranque ou pique curto, encara a armadilha do fora-de-jogo como uma tecnologia misteriosa proveniente de uma civilização superior: como se não houvesse nada a fazer. E ao contrário dos macacos do Kubrick, aquilo é gente que não se prestará a nenhum salto evolutivo por mero contacto com artefactos alienígenas. Nenhuma das bolas primitivas arremessadas pelo Polga na direcção geral da área adversária corre o risco de se transformar numa nave espacial em plena trajectória. O máximo que podemos esperar é que se transforme em osso e se espatife nos cornos do Postiga. Muito embora, se bem conheço este clube, o mais provável é que lhe passe a "escassos centímetros" do crânio. Entretanto vai-me doendo tudo cá dentro, e acho melhor darmos um tempo.»
by Rogério Casanova in http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2011/02/sporting-its-not-you-its-me.html
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Os Stella Awards 2010

Os Stella Awards são os prémios atribuídos anualmente aos casos mais bizarros de processos judiciais nos Estados Unidos. Têm este nome em homenagem a Stella Liebeck, que derramou café quente no colo e processou, com sucesso (!), o McDonald's, recebendo quase 3 milhões de dólares de indemnização...!
Desde então, os Stella Awards existem como instituição independente, publicando e "premiando" os casos de maior abuso do já de si folclórico sistema judicial norte-americano.
Este ano, os vencedores foram:
5º lugar (ex aequo):
(i). Kathleen Robertson, de Austin, Texas, recebeu 780.000 dólares de indemnização duma loja de móveis, por ter partido o tornozelo ao tropeçar numa criancinha que corria solta na loja. A criança descontrolada era o próprio filho da Sra. Robertson...!
(ii). Terrence Dickinson, de Bristol, Pensilvânia, estava a sair pela garagem duma casa que acabara de roubar. Não conseguiu abrir a porta da garagem porque o sistema automático tinha defeito. Também não conseguiu entrar outra vez na casa porque a porta já se fechara por dentro. A família estava de férias e o Sr. Dickinson ficou trancado na garagem durante 8 dias, alimentando-se de ração para cães. Processou o proprietário da casa, alegando que a situação lhe causou profunda angústia mental. Recebeu 500.000 dólares de indemnização.
4º lugar:
Jerry Williams, de Little Rock, Arkansas, foi indemnizado em 14.500 dólares, mais despesas médicas, depois de ter sido mordido pelo Beagle do vizinho. O cão estava preso, do outro lado da cerca, mas ainda assim reagiu com violência quando o Sr. Williams saltou a cerca e disparou repetidamente contra ele, com uma pressão de ar...!!
3º lugar:
Um restaurante de Filadélfia foi condenado a pagar 113.500 dólares a Amber Carson, de Lancaster, Pensilvânia, por ela ter escorregado e fracturado o cóccix. O chão estava molhado porque, segundos antes, a própria Amber Carson tinha atirado um copo de refrigerante contra o namorado, durante uma discussão.
2º lugar:
Kara Walton, de Claymont, Delaware, processou o proprietário duma casa de diversão nocturna por ter caído da janela da casa de banho, partindo os dois dentes da frente. A Sra. Walton tentava escapar do bar sem pagar a despesa de 3,50 dólares. Recebeu 12.000 dólares de indemnização, mais despesas dentárias...!
E o grande vencedor em 1º lugar:
O grande vencedor do ano foi o Sr. Merv Grazinski, de Oklahoma City, Oklahoma. O Sr. Grazinski tinha acabado de comprar um Chrysler Winnebago, com mudanças automáticas e regressava sozinho dum jogo de futebol. Na estrada, activou o "cruise control" do carro para 100 km/h, abandonou o banco do motorista e foi para a traseira do veículo preparar um café. Como era de esperar, o veículo despistou-se, bateu e capotou. O Sr. Grazinski, como é lógico, processou a Chrysler por não explicar no manual que o "cruise control" não permitia que o motorista abandonasse o volante. O júri (dos seus pares, claro está!!) concedeu-lhe a indemnização de 1.750.000 dólares, mais um Chrysler novo do mesmo modelo. A construtora automóvel mudou todos os manuais a partir deste processo, para se acautelar contra qualquer outro mongoló...consumidor que comprasse um Chrysler.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
everyone looks... and they like it! ;)
Elas já sabem que toda a gente olha, homens mulheres coisas e até o J. C. no final, mas é só mais uma confirmaçãozinha... CHECK!!!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
girls girls girls....

1 – “Chega”
Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas acham que estão certas e tu tens que te calar.
2 – “5 minutos”
Se ela está a arranjar-se significa meia hora…”5 minutos” só são cinco minutos, se esse for o prazo, que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.
3 – “Nada”
Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está a acontecer e que deves ficar atento. Discussões que começam em “Nada” normalmente terminam em “Chega”.
4 – “Tu é que sabes”
É um desafio, não uma permissão. Ela está a desafiar-te, e nesta altura tens que saber o que ela quer… e não digas que não sabes!
5 – Suspiro ALTO
Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que és um idiota e que só está a perder tempo a discutir contigo sobre “Nada”.
6 – “Tudo bem!!!”
Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. “Tudo bem!!!” significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando vais pagar na mesma moeda pelo que fizeste.
7 – “Obrigada”
Uma mulher está a agradecer, não questiones, nem desmaies. Apenas diz “de nada”. A menos que ela diga “MUITO obrigada” – isso é PURO SARCASMO e ela não está a agradecer por coisa nenhuma. Nesse caso, NÃO digas “de nada”. Isso apenas provocará o “Esquece”.
8 – “Esquece”
É uma mulher a dizer “Vai-te LIXAR!!”
9 – “Deixa estar, EU resolvo”
Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes a um homem para fazer algo, mas agora está ela a fazer. Isto normalmente resulta no homem a perguntar “mas afinal o que é que queres?”. Para a resposta da mulher, consulta o ponto 3.
10 – “Sabes, estive a pensar…”
Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
11 – “Precisamos ter uma conversa!”
Ui! Estás a 30 segundos de levar na cabeça…
Import/Export # 56: Galp de Estado

«Há uns dias, ao meter gasolina no carro, ocorreu-me a ideia de que, com os preços a subirem assim, dentro de pouco tempo os bancos vão criar linhas de crédito para as pessoas encherem o depósito. (...)
A cartelização de preços [no sector dos combustíveis] não é mais que a cultura estatista no [agora] privado. Os lucros da Galp, além das vuvuzelas, devem-se à concertação de preços entre as petrolíferas. No fundo, é como se existisse apenas uma marca de gasolina. O mesmo se passa nas empresas de TV Cabo, nas redes de telemóvel, nas de internet, etc. Preços todos iguais. Temos um mercado soviético de marca branca.
Os empresários nacionais têm fobia à concorrência, uma agorafobia empresarial; querem acabar com o Estado para serem eles o Estado. (...)»
by José de Pina in Jornal i (16.Fev.2011)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Import/Export # 55: Versão (ainda mais) badalhoca

(1). «Se me barrarem à porta de uma discoteca africana que seja com Nutella. Para me sentir integrado.»
(2). «Na primária, ensinam-nos que os portugueses estiveram em Goa, Damão e Diu. No secundário, que diu é uma cena de meter na cona.»
(3). «Os homens e os bebés adormecem muito melhor depois da mamada.»
(4). «Coerência é o dealer de pastilhas ser um gorila.»
by Juvenal, O Anormal in http://sobpressaonaoconsigo.blogspot.com/
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A frase do dia # 415
Import/Export # 54: Mixórdia ideológica

«(...), depois de identificada a natureza leninista e neoliberal de Sócrates [exercício feito por uma antiga Secretária de Estado de um Governo do PS], é mais fácil determinar o perfil do político que o pode derrotar. Neste momento, é evidente que Portugal precisa de um democrata-cristão maoísta que ponha isto tudo na ordem.»
by Ricardo Araújo Pereira in "A Boca do Inferno", revista Visão (10.Fev.2011)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Import/Export # 53 - Pedofilia fiscal

«(...), ter um NIF logo desde o nascimento é estimular o sentido de responsabilidade. As crianças precisam de regras! Elas cresecem num mundo sem regulação e por isso são uns meliantes em potência. Basta ver a maneira como os miúdos trocam os cromos: eles têm de saber que quando trocam um cromo por quatro há mais-valias a pagar.»
by José de Pina in jornal i (09.Fev.2011)



