quarta-feira, 31 de julho de 2013

A frase da semana # 129

«Uma frase que inventei para usar este verão na praia: "Se eu fosse um cão passava o dia a ladrar-te porque tu és alta gata."»

by Jorge Daniel

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Maijuma moedinha, maijuma viagem # 1

"Hoje perdemos aqui no Porto com um golo em fora-de-jogo, e no final da partida o Kelvin pontapeou-me várias vezes e nem amarelo viu. Pelos vistos as coisas aqui em Portugal continuam na mesma!"

by Nolito, jogador do Celta de Vigo (após o jogo de apresentação do FC Porto)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A frase da semana # 128

"[O Papa] Francisco brinca e faz-nos rir; mas cuidado: quando se irrita consegue ser muito duro. Não é uma Lassie papal."

by Omar Bello, jornalista argentino

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A frase da semana # 127

"[O PS], enquanto negoceia um compromisso com o governo, aceita negociar um compromisso com a oposição. Ao mesmo tempo que trabalha num acordo para viabilizar este governo até 2014, vota a favor de uma moção de censura para apear este governo já. O País pode não ter salvação, mas o PS tem de certeza. Em caso de desastre nuclear, sobram as baratas e o PS."

by Ricardo Araújo Pereira, in revista Visão (18/07/2013)

A frase da semana # 126

"Em Portugal (...) tudo é caríssimo. Comprar um banco, como sabemos, é bastante dispendioso. Mas vender um banco custa ainda mais dinheiro. Depois de vendido o BPN, continuamos a pagar milhões às pessoas que o compraram."

by Ricardo Araújo Pereira, in revista Visão (18/07/2013) 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Import/Export # 160: A revogação do irrevogável

«Os capitães de Abril livraram-nos do fascismo político; Paulo Portas livrou-nos do fascismo semântico. Recordo a longa noite de opressão dos verbetes, os anos negros em que significações dicionarizadas por académicos obscuros impunham a sua lei sobre o nosso discurso. Havia pequenos redutos de liberdade, porque alguns vocábulos conseguiam ter mais do que um sentido, mas a polissemia sempre ficou aquém das aspirações dos verdadeiros democratas linguísticos.
Até que, finalmente, chegou o dia inicial, inteiro e limpo da omnissemia. Por enquanto, só com uma palavra - mas todos sentimos que a trombeta da liberdade já soou. Irrevogável é o que nós quisermos. (...)
[Assim sendo, podemos afirmar que] Portas é um político experimentado, e não permite que os críticos ponham o irrevogável em ramo verde. São muitos anos a virar irrevogáveis, a verdade é essa. Podem tirar o irrevogavelzinho da chuva que não é assim que o apanham. Ainda bem. Espero que Portas continue a prestar estes serviços ao nosso idioma por muitos e irrevogáveis anos.
Que tudo isto seja uma lição para nós porque - e parece-me fundamental reter esta ideia - quando um irrevogável é irrevogável, não há irrevogáveis que o revoguem.»

by Ricardo Araújo Pereira, in revista Visão (11/07/2013)

A frase da semana # 125

"O CDS-PP sempre foi um partido com grande tradição em retiradas. Freitas retirava-se com alguma insistência, Lucas Pires de quando em vez, Manuel Monteiro com estrondo e insistência. No meio de tanta ida e de alguma vota, nenhum chegou aos calcanhares de Paulo Portas."

by Ricardo Costa (diretor do Expresso)

A frase da semana # 124

"O novo Código [de Processo Civil] é tão simples, tão simples, que nunca mais ninguém ganhará um processo apenas por razões formais, sem razão."

by Paula Teixeira da Cruz (ministra da Justiça)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A frase da semana # 123

"Não se pode, como em jeito de contundente sátira referem os humoristas Gato Fedorento, exigir a verificação de expressões como 'quero corrompê-lo bem' a propósito de escutas em casos de corrupção."

by Juíza do processo Taguspark que votou contra a absolvição dos 3 arguidos

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Mais de 100.000 bisbilhoteiros...!

Numa altura como esta em que passámos a barreira das cem mil visitas a este pasquim de alarvidades só há uma coisa que podemos dizer aos nossos fiéis leitores: ARRANJEM UMA OCUPAÇÃO!!!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A frase da semana # 122

"Este governo não cai, porque não é um edifício. Limpa-se com benzina, porque é uma nódoa!"

by Eça de Queirós, 1885

terça-feira, 2 de julho de 2013

A frase da semana # 121

"Tínhamos uma pressão muito grande porque estávamos a levantar a cabeça, mas o Benfica ganhava tudo. Depois perdeu as duas finais e o campeonato no jogo com o FC Porto e isso foi um alívio para nós porque as pessoas ficaram contentes e não nos caíram tanto em cima."

by Valentín Viola, jogador do Sporting CP

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Import/ Export # 159: Subsídio de férias

«O tempo em que o subsídio de férias era pago na altura das férias parece bem ridículo, visto a esta distância. A falta de imaginação do legislador, a linguagem denotativa do recibo, tudo era desinteressante e enfadonho. Receber o subsídio de férias quatro ou cinco meses depois das férias, como agora se usa, introduz na vida dos funcionários públicos e dos reformados uma dimensão de ousadia que é muito estimulante. O subsídio recebido em novembro é uma inesperada lembrança das férias, como tropeçar num maço de fotografias do verão. Mas é uma lembrança de férias que não tivemos, uma vez que não havia dinheiro para gozá-las na altura própria. Uma recordação do que nunca existiu: eis a complexa proposta do ministério das finanças.»

by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (27.07.2013)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A frase da semana # 120

"O dr. Cavaco não é um palhaço (Deus me livre!), mas tudo indica que o País, coitado, é uma grande palhaçada."

by Vasco Pulido Valente

terça-feira, 18 de junho de 2013

A frase da semana # 119

«Sá Carneiro tinha sonhado com um governo, uma maioria e um Presidente, mas o tempo veio a demonstrar que um estadista verdadeiramente ambicioso deve sonhar com um governo, uma maioria, um Presidente e um Anthímio de Azevedo.»

by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (15.junho.2013)

domingo, 16 de junho de 2013

Lisztomania #1 - Milky Chance












Descobri primeiro Stolen Dance, já lá vai um mês. Melancólica, acolhedora e simultaneamente alegre e dançável. Festiva! Nem sempre aprecio folk, mas intrigou-me.

Milky Chance - Stolen Dance by Benjamin Blazy

Vim a descobrir Stunner e, na passada semana, Flashed Junk Mind.

Milky Chance - Flashed Junk Mind by hillydilly.com

É um cantautor alemão, lançou o seu primeiro album, Sadnecessary, a 31 de Maio e oferece-nos algo que oscila entre o folk, pop e acoustic-rock. Tem a voz sensual que nos atrai e o ritmo certo que nos põe a mexer.

Real music for real moments.
For today, Sweet Sun. Enjoy!

Milky Chance - Sweet Sun by Benjamin Blazy

segunda-feira, 10 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A frase da semana # 118

"Primeiro vivemos das ex-colónias, depois da Europa. Habituámo-nos à dependência e a confiar na sorte e, quando esse sonho foi interrompido, acabámos a zangar-nos com a sorte e com a Europa."

by Augusto Mateus, economista

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A frase da semana # 117

"Quando um jogador de futebol, na sua pública apresentação como jogador do FC Porto, sente uma necessidade missionária de dizer que não gosta do Benfica para agradar ao novo patrão, não percebe que está, afinal, a glorificar o adversário e, sem o desejar, a dar-lhe uma dimensão superior."

by Vitor Serpa, Diretor do jornal A Bola 

terça-feira, 4 de junho de 2013

A frase da semana # 116

"Não interessa onde nem frente a quem ganhamos. Nesta casa estamos habituados a celebrar as nossas vitórias e nunca as derrotas dos outros. (...) Foi a nossa primeira vitória europeia no hóquei em patins, mas estou seguro que mais conquistas se irão seguir. Estivemos em cinco finais europeias e só à quinta tentativa conseguimos o título, o que prova que nunca podemos desistir."

by Luis Filipe Vieira, Presidente do SL Benfica

P.S.: E finalmente percebeu-se que o Marquês estava (e bem) reservado para uma grande conquista europeia. O Benfica não é só futebol. Acho eu.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Import/Export # 158: Are Benfica's players the unluckiest stars in sports?

 
«Every football fan has occasion to moan about a bit of bad luck here and there: last minute winners, agonising own goals, missed penalties... we've all been there.

But next time you're taking the names of the football gods in vain about some misfortune, spare a thought for Benfica's fans. They have suffered the ignominy of losing out on three huge trophies in the space of three weeks.

First came the critical moment in the Portuguese league on May 11. Benfica were undefeated all season until their penultimate game of the season away at their only title rivals, Porto, who were also yet to lose a match.

Benfica's superior winning record meant they were two points clear and favourites for the title, however, and as the clock ticked into the red with the scores at 1-1 - despite a Benfica own goal - they seemed set to take their lead into the final match of the season.

But up popped Porto's Brazilian star Kelvin two minutes into injury time with an unlikely winner to put his team in the driving seat. Both Porto and Benfica won their final matches of the season, and Porto were crowned champions.

Just a few days later on May 15 came the Europa League final, where they played well against Chelsea and were all set for extra time until Branislav Ivanovic's winning header three minutes into injury time gave the Blues an incredible victory.

Benfica still had a chance at redemption on Sunday, though, as they took on Vitoria Guimares in the final of the Portuguese Cup. Nicolas Gaitan's goal had put them 1-0 up and with 10 minutes left they seemed certain to claim some silverware at last - but Hilal El Arbi Soudani and Ricardo Pereira popped up with late goals to turn Benfica's potential treble into a big, fat zero.

To paraphrase Oscar Wilde, to lose one trophy in such circumstances might be considered misfortune, but to lose three begins to look like carelessness.»

by The Rundown in Eurosport.uk

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Import/Export # 157: Um prenúncio anunciado

«E o vencedor [deste ano futebolístico] é...Vítor Pereira. Ganhou por ter a equipa mais consistente e por nunca ter desistido, antes resistido até ao limite e quando tudo prenunciava fracasso. E mais ainda por ter apostado na identidade da equipa como resposta à saída de Hulk, o jogador mais determinante dos campeonatos anteriores. Com os pseudo reforços que lhe deram em janeiro não dava para muito mais na Europa, pelo que ganhou o mais importante que tinha ao alcance. E pela segunda vez, e sem derrotas. Outros - Mourinho, Villas Boas - fizeram melhor, mas ele fez bem e provou que é competente. Quantos o negaram e hoje mordem a língua?

Jorge Jesus é o maior derrotado, mesmo se a época esteve longe de ser má. Num primeiro ano no clube até seria honroso e promissor o que conseguiu: lutar pelo título até ao fim e chegar às finais da Liga Europa (mesmo desprezando a prova) e da Taça de Portugal. Ao quarto ano é curto, e a derrota no campeonato, com a meta à vista e repetindo os erros anteriores (má gestão do grupo e deficientes definição e comunicação de objetivos), é pouco menos que inaceitável. Passado este tempo, Jesus mantém todas as qualidades, e são muitas. O problema é que mantém também os defeitos todos.


Curioso é o facto de o treinador que ganhou poder partir, sem que ninguém exiba um só cartaz na bancada do Dragão a pedir "Vítor fica!", e o que perdeu surja como o redentor indispensável aos olhos de um estádio que na hora da derrota continua a gritar "Glorioso SLB", como se da orquestra do Titanic se tratasse. Em grande parte, os clubes são os seus adeptos, e é a cultura de cada um que aqui se espelha: habituados a grandes vitórias, os do FC Porto são exigentes ao máximo e não se satisfazem em reinar internamente; os do Benfica vivem os traumas de quando os campeonatos acabavam em dezembro e têm o grau de exigência ao nível da indigência. Os do FC Porto consideram que ganham com qualquer um como ganharam com Vítor Pereira. Os do Benfica consideram que só Jorge Jesus lhes permite perder com tanta honra.


Não é só um problema de adeptos, que são diferentes construções de identidade dos próprios clubes: o FC Porto quer sempre ser o melhor, acabar em primeiro, a qualquer custo; o Benfica satisfaz-se em ser o "maior", em número de sócios, nas audiências, nas receitas. Em Janeiro, o FC Porto contrata jogadores, e se não melhora a equipa pelo menos demonstra ambição; já o Benfica dispensa jogadores e não preenche as lacunas evidentes no plantel. Nos últimos anos, e sem tirar mérito à boa gestão de Luís Filipe Vieira (que tem dado ao treinador um plantel que permite lutar com o rival), há uma diferença que resume tudo e explica muito: o negócio do FC Porto são as vitórias e as vitórias do Benfica são os negócios.»


by Carlos Daniel, jornalista da RTP

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Magrebe aqui tão perto

 
Gordo sevandija verborreico miserável: curva-te tu sobre um prato de salada e larga os bolos!!!
Hummmm... agora que penso melhor, talvez este comentário tenha sido um pouco infeliz...
 

A frase da semana # 115

 
«As declarações de Fernando Negrão, deputado do PSD, e presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, contra uma proposta para colocar a Constituição da República Portuguesa nos programas escolares do 3.º ciclo, argumentando que se trata de um texto “ideológico”, dá bem a medida do que está na cabeça desta gente. Como diria Alexandre O`Neil: “Que miséria, meus filhos! Tão sem jeito é esta videirunha à portuguesa.»

by Tomás Vasques, in jornal i (20.maio.2013)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As marés vão e veem # 1

 
"Eu gostava que o campeonato fosse limpinho, limpinho, limpinho, mas é sujinho, sujinho, sujinho."

by Vitor Pereira, quando o FCPorto estava em 2.º lugar (08.05.2013)

"[Quem quiser] ver as coisas de forma correta percebe que este foi um campeonato espetacular."

by Vitor Pereira, quando o FCPorto estava em 1.º lugar (18.05.2013)