"[Quem meteu água] foram as pessoas que disseram que [as inundações em Lisboa] prejudicavam as ambições [políticas] de António Costa porque isso é uma meia verdade. Bom, talvez para primeiro-ministro. Mas para presidente da Câmara de Veneza está na pole position!!"
"Espero que tudo corra bem nesse aspecto [de Pedro Passos Coelho conseguir justificar os 5.000 euros mensais alegadamente recebidos - e não declarados em sede de IRS - entre 1996 e 1999] até para termos primeiro-ministro até às eleições. (...) [Eu] guardo as cópias do IRS de todos os anos. Dá jeito para evitar problemas de não me recordar."
by Ângelo Correia, militante do PSD e antigo patrão de Passos Coelho na Formentinvest
"Sabia tanto de bancos como de calceteiro. (...) Os administradores não executivos são verdadeiros verbos de encher. São um acessório de toillete de uma senhora."
by Nuno Godinho de Matos, administrador não executivo do BES in jornal i
"António Costa tinha uma fama de homem sereno e reflectido, criada num programa de televisão em que quase não abria a boca. Infelizmente, nas primárias [do PS] a oportunidade de se aliviar de altos pensamentos é nula."
"Um dia eu disse a uma grande figura portuguesa: 'Temos de nos revoltar.' Diz ele: 'Os portugueses têm capilé nas veias'. Água e adoçante. E depois disse um palavrão."
"Julgar o antigo banqueiro [Ricardo Salgado] não é apenas injusto, é perigoso: se pusermos Ricardo Salgado no banco dos réus, o mais provável é que o banco dos réus comece a dever dinheiro a toda a gente. Por outro lado, e como também é costume da comunicação social, só se fala das vidas que Ricardo Salgado arruinou. Não se diz uma palavra sobre as pessoas que beneficiou. A reputação de Alves dos Reis, por exemplo."
by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (31/07/2014)
"Gosto de enfrentar as pessoas quando estão na mó de cima. Tinha mais graça ter alguns confrontos com o Dr. Ricardo Salgado quando vocês julgavam que ele era o dono disto tudo."
"A
entrada da Guiné Equatorial na CPLP significa que a língua portuguesa está de mini-saia
e meias de rede numa esquina a dizer 'ouve lá, pagas uma tacinha?'. Quando
se diz vamos usar a língua, não é isto que nos referimos. (...) Não é para
sacar petróleo." by Ricardo Araújo Pereira in Governo Sombra (TSF)
"A paixão do coleccionismo parece ter tomado conta do povo português. As colecções de moedas são estimulantes apenas até certo ponto, e por isso os portugueses dedicam-se agora a coleccionar bancos. É a piscina dos grandes da numismática. (...) [Mas] esta mega-numismática requer alguns cuidados. O cidadão que deseje continuar a comprar bancos fará melhor se tirar o seu dinheiro dos bancos. É mais fácil comprar os bancos a prestações, através dos impostos, do que investir as poupanças todas duma vez, ficando sem elas. O melhor método, e o mais seguro, parece ser o mais antigo: guardar o dinheiro no colchão. O meu colchão tem várias vantagens. A primeira é que sou eu quem lhe faz a supervisão, e tenho mais tempo para lhe dar atenção que o Banco de Portugal. Todos os dias verifico se o meu colchão abriu offshores nas ilhas Caimão, ou se perdeu milhões em Angola. Até agora, nada. Tem sido um bom colchão, não só a gerir os meus activos como a proporcionar suporte lombar - o que os bancos, aliás, sempre negligenciaram. A segunda vantagem é o rigor e a estabilidade que o colchão me proporciona. Todos os dias saem novas notícias sobre as desavenças e dívidas da família Espírito Santo. Mas a família Molaflex mantém o recato e a discrição própria dos grandes banqueiros de antigamente."
by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (17/07/2014)
Depois de ter sido saneado do Diário de Notícias pela mão do então director José Saramago, disse anos mais tarde:
"Ele [J.Saramago] era um grande escritor, mas não era um grande homem."