sexta-feira, 22 de março de 2013

A frase da semana # 110

 
"A nova namorada do Paco Bandeira é cartomante. Finalmente uma gaja que não o pode levar a Tribunal - ela tem obrigação de adivinhar a hora exacta a que vai levar na tromba."

by Rui Sinel de Cordes

quinta-feira, 21 de março de 2013

A frase da semana # 109

 
«Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades.»

by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (21.março.2013)

sexta-feira, 15 de março de 2013

A frase da semana # 108


"Uma coisa é não fazer nada de forma irresponsável; outra, bem diferente, é não fazer nada com profundo sentido de Estado. Cavaco, para nosso bem, optou por esta segunda forma de letargia institucional."

by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (14.março.2013)

segunda-feira, 11 de março de 2013

O filósofo Jesus

«O Jesus diz "cincazero" que ainda dá mais força ao número!! É que dizer "cinco a zero" parece um simples 2-0 ou assim...»

by B. in blog "Gordo vai á baliza!"

quinta-feira, 7 de março de 2013

A frase da semana # 107


«A grande diferença entre o povo italiano e o povo português é que os italianos votaram num palhaço e os portugueses votaram numa anedota. Eles elegeram o criador, nós elegemos a criatura. Tanto política como humoristicamente, a escolha dos italianos parece mais sensata. O palhaço sempre pode ir inventando piadas novas, ao passo que a anedota não muda. E, quanto mais conhecemos uma anedota, menos graça lhe achamos.»

by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (07.março.2013)

Insane in the (NO) brain

 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A frase da semana # 106


"Cinquenta dias foi quanto durou este orçamento [de Estado]. Cinquenta dias!!? Tenho pacotes de leite que duram mais. A minha proposta é que se pasteurize o orçamento."
 
by Ricardo Araújo Pereira in "Governo Sombra" (22.fev.2013)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Import/Export # 155: Cus cus

 
«Francisco José Viegas, antigo secretário de Estado da Cultura, disse que, na eventualidade de ser abordado por um desses novos fiscais das facturas, lhe pediria "para ir tomar no cu". O cu entra na política por via da cultura, um canal de prestígio cujo acesso costuma estar barrado ao cu, e a política acolhe com agrado a sensualidade e a volúpia do cu, das quais está sempre muito necessitada.
António Botto, outro escritor que produziu pensamento (e não só: também produziu acção, e muita) sobre o cu, escreveu um poema célebre que começa com o verso "Nunca te foram ao cu". Porém, o que em Botto é lamento nostálgico, em Viegas é esperança e projecto de futuro. Ambos os poetas idealizam um cu, mas Botto lastima que o proprietário do cu que contempla nunca nele tenha tomado, ao passo que Viegas oferece ao titular do cu que imagina um incentivo a que lá tome.
É curioso constatar que há mais poesia no cu de Viegas do que no cu de Botto. O cu em que Viegas manda tomar é um cu simbólico. Trata-se de um cu que é metonímia de outro cu. Viegas não ignora que, acima do cu do fiscal das facturas há outros cus, bastante mais poderosos - e, acima desses, outros cus ainda. Essa hierarquia de cus culmina num cu-mor, responsável último pela ideia da fiscalização de facturas. É esse o cu a que Viegas deseja aplicar a receita que prescreveu. O antigo secretário de Estado está, portanto, a mandar tomar no cu por interposto cu. É um cu labiríntico, aquele que nos é apresentado neste jogo de espelhos de cus.»
 
by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (21.fev.2013)

Import/Export # 154: Um governo relvado

 
«A humilhação de Miguel relvas [ante]ontem no estrado de uma universidade não é um epifenómeno gerado por um bando de arruaceiros intolerantes. É uma vingança popular e populista depois da provocação continuada que foi manter o ministro em funções após o escândalo da sua licenciatura de favor. Mais preocupado em dar o exemplo da sua irredutibilidade do que em dar o exemplo da incomplacência com a manipulação do mérito, Pedro Passos Coelho é o responsável por isto. Foi a austeridade que esventrou os governados, mas foi a soberba que apartou os governantes.
O governo não mudou, o país sim.»

by Pedro Santos Guerreiro in Jornal de Negócios

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Import/Export # 153: O triunfo dos porcos

 
«Para o governo, a cidadania e a liberdade não passam de um conto de fadas, contado à lareira, nas noites de Inverno, por uns “velhos do Restelo” e os cidadãos deste país não são mais do que uma tropa fandanga que, se ninguém lhes der com um chicote no lombo, nunca mais aprendem que o seu destino é a pobreza e o respeito pela ordem estabelecida. E por ser assim, agindo em conformidade com estes “padrões”, a que este governo nos habituou (outros governos anteriores não estão liminarmente isentos de culpas), o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, ensaiou uma acção de medo e terror sobre os portugueses. Enviou há dias para a comunicação social uma nota, na qual “informava” que “ a inspecção tributária, em 2013, já instaurou este ano diversos processos de contra-ordenação a consumidores finais por incumprimento da obrigação da exigência de factura”. O objectivo, independentemente da ilegalidade da acção ou da veracidade da “informação” divulgada pelo governo, é óbvio: pretender fazer de cada cidadão, um “bufo” – um agente à força da ditadura fiscal, através do medo. (...) É uma pérfida demonstração de uma concepção totalitária do Estado.»
 
by Tomás Vasques in jornal i

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A frase da semana # 105

 
"O espectáculo indecoroso de banqueiros de proveniências diversas a usufruírem de indemnizações e reformas obscenas, enquanto os bancos falidos são recapitalizados pelo contribuintes, gera um sentimento de insuportável injustiça."
 
by Rui Pereira (ex-ministro da Adm. Interna)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Import/Export # 152: Fiscais anais

 
"Queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar fiscalizar-me à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência. (...)
Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a Comissão Nacional de Protecção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la."
 
by Francisco José Viegas

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Import/Export # 151: CVs e assim

 
"Pessoalmente, começo a ficar farto destas pequenas polémicas acerca de currículos. Qualquer coisa transtorna a opinião pública [portuguesa]. Há meses, houve barulho porque Artur Baptista da Silva acrescentou umas coisas ao seu currículo. Agora, há barulho porque Franquelim Alves retirou umas coisas ao dele."
 
by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (07.fev.2013)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Import/Export # 150: Relvas, esse poliglota de vão de escada

 
«Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. [Miguel] Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal o inglês e o espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o País se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física.»
 
by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão (31.jan.2013)

A frase da semana # 104

 
"Não será o toque mágico dos mercados que nos salvará da realidade. [Sobretudo se nos lembrarmos] que a dívida portuguesa superou os 120% do PIB, que o descontrolo orçamental tenderá a explodir dentro de meses ou que o aumento do desemprego e a espiral recessiva se mantêm."
 
by Vicente Jorge Silva

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Import/Export # 149: A felicidade está nas coisas simples... e pronto!!

«Quando tinha 14 anos, esperava ter uma namorada algum dia.
Quando tinha 16 anos tive uma namorada, mas não tinha paixão. Então percebi que precisava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.
Na faculdade saí com uma mulher apaixonada, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era a rainha dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava
suicidar-se. Então percebi que precisava de uma mulher estável.
Quando tinha 25 encontrei uma mulher bem estável, mas chata. Era totalmente previsível e nada a excitava. A vida tornou-se tão monótona, que decidi que precisava de uma mulher excitante.
Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não consegui acompanhá-la. Ia de um lado para o outro sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, que me fez sentir tão miserável como feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Então decidi buscar uma mulher com alguma ambição.
Quando cheguei nos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com os pés no chão. Decidi casar-me com ela. Era tão ambiciosa que pediu o divórcio e ficou com tudo o que eu tinha.
Hoje, com 40 anos, gosto de mulheres com mamas grandes. E pronto!!»
by Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Import/Export # 148: A circunferência do quadrado

 
"A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir. Não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês - basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. (...)
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. Houve, assim, um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. (...)
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção.
Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo e tem responsáveis conhecidos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público-privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia/[vive]."

by António Costa in "Quadratura do círculo"

sábado, 26 de janeiro de 2013

Import/Export # 147: Ainda dizem que as equipas B não funcionam...

"Só do Porto B já subiram à equipa principal o Moutinho, o Varela, o Izmaylov e o Liedson."
 
by Gordo in blog "Gordo vai à baliza!"

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A frase da semana # 103


"É preciso que se resista à tentação de embarcar num frenesim de reformismo agudo, precipitado, faccioso e de vistas curtas. Não pode ser feito a correr só para inglês ver."
 
by Jorge Sampaio

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A frase da semana # 102

 
"Os tribunais são hoje os cobradores de fraque das grandes empresas."
 
by Noronha de Nascimento (presidente do STJ)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Import/Export # 146: O ano de 2013



"Quando o primeiro-ministro prometeu que, para o ano [de 2013], todos iríamos beneficiar de novas oportunidades, fiquei com a sensação de que, em 2013, o País ia ser um lugar de sonho, em que toda a gente conseguia usufruir de condições excepcionais para subir na vida. No fundo, que o Portugal do ano que vem seria para os portugueses o que o BPN da última década foi para aqueles amigos do Presidente da República. Por isso mesmo, a promessa não me entusiasmou. Gozar daquele tipo de benefício pode ser agradável, no início, e até render milhões, mas depois sabemos como tudo acaba: olhe-se para as dezenas e dezenas de implicados no escândalo do BPN, para as fortunas que tiveram de devolver, para as duras penas de prisão que estão a cumprir. A esse preço, ninguém deseja ser bem-sucedido na vida."

by Ricardo Araújo Pereira in revista Visão

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A frase da semana # 101



«Como qualquer amante [do programa] Top Gear, sei que os Alfa Romeo são perfeitos, apesar de estarem sempre na oficina. Sim, embora passem temporadas inteiras no estaleiro, os Alfa Romeo são o coração da indústria automóvel. No fundo, os Alfa são obras de arte, peças de museu e não meros instrumentos para usar na estrada. Lembrei-me desta Jeremyada durante o jogo de domingo. O nosso Pablo Aimar é o Alfa Romeo da bola. Pablito está sempre no estaleiro, mas não deixa de ser o maior por causa disso.»

by Henrique Raposo in jornal Expresso (08.jan.2013)

Import/Export # 145: Faltam cavacas!!

«O Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, disse aos portugueses tudo e o seu contrário, contando com isso ficar bem com Deus e com o Diabo. Tanto disse que as medidas aplicadas pelo governo, em 2012, criaram um país “socialmente insustentável”, como disse que “não é uma opção negociar o perdão de uma parte da dívida do Estado”. Tanto disse que tinha “fundadas dúvidas” sobre a constitucionalidade de algumas normas do orçamento, como o promulgou para que pudesse entrar em vigor no início do ano. Cavaco Silva tanto alertou para a “espiral recessiva” sem fim à vista, em que o governo mergulha o país, para, de imediato, formular o vago desejo, talvez por crença em milagres, de que “se inicie um ciclo de crescimento da economia.” (...)
Este governo é perigoso, não só porque tem por objectivo destruir a economia e empobrecer os portugueses, mas porque revela uma cultura antidemocrática e revanchista sem precedentes na democracia portuguesa. Fez mal o Presidente da República, nestas circunstâncias, em ter sacudido a água do capote na sua mensagem de Ano Novo.»

by Tomás Vasques in jornal i (07.jan.2013)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Jorjadas # 1

 
JJ - "No final da época saio... estes benfiquistas são mal agradecidos... já lhes dei 2 títulos e eles continuam sem gostar de mim!"
X - "Mas... foi só 1 título..."
JJ - "E o deste ano?! Está no papo!"
 
Jesus e a sua tradicional (e irritante) bazófia...!
Resumindo: mais um campeonato cu'caralho!!
 
Roubado ao blog "Gordo, vai à baliza" onde o B. garante que a conversa existiu mesmo. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

La Radio de La Quadrilha #2

Em onde de balanço do ano que passou, temos o segundo episódio de La Radio de La Quadrilha, com o melhor de 2012.

Enjoy

(ou, para download, aqui)