sexta-feira, 6 de julho de 2012

Import/Export # 122: Enfermeiros e camareiros













"Por cada enfermeiro contratado, as empresas [de recrutamento] recebem 1.151 euros. Ser enfermeiro não é especialmente proveitoso, mas contratar enfermeiros, provavelmente pelo que essa actividade tem de empreendedor, inovador e competitivo, paga melhor. Por ignorância ou burrice, os enfermeiros preferiram entrar no negócio da enfermagem, dedicando-se mesmo à enfermagem, em lugar de se abalançarem ao muito mais rentável proxenetismo de enfermagem."

by Ricardo Araújo Pereira, in "Boca do Inferno" (revista Visão, 05.jul.2012)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Não estudassesss!!



Diz-se nos corredores da Assembleia da República que a diferença entre as licenciaturas do antigo primeiro-ministro (José Sócrates) e do novo primeiro-ministro (Passos Coelho) é que o primeiro fez a licenciatura num domingo à tarde e o segundo fez a licenciatura num sábado à noite.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A frase da semana # 71














"Há uma geração inteira para quem o verde não é a cor da esperança, é a cor do recibo."

by Pedro Filipe Soares (deputado do BE)

Import/Export # 121: A Selecção (e Portugal, como um todo) pelos olhos (e caneta) duma mulher














«Demos porrada na mãe, desbravámos meio mundo, enriquecemos, gastámos o dinheiro e o ouro todo, perdemos meio mundo, fomos invadidos, dominados, expulsámo-los a todos, ficámos, levámos com um terramoto e um maremoto, reconstruímos tudo e ainda mais bonito, andámos a queimar e a ser queimados durante quase 3 séculos de inquisição, matámos o rei, lutámos uma guerra imbecil, levámos nas trombas e perdemos tudo outra vez, fomos torturados, calados, empobrecidos de espírito e conhecimento, amochámos, revoltámo-nos e tomámos as rédeas, cometemos erros, levámos com cortes nos ordenados, despedimentos e ameaças da Alemanha. E agora estes cabrões que nos roubaram Olivença (e a Galiza também devia ser nossa, porra) levaram a moral que o povo precisava para aguentar o corte do subsídio de Natal mais a crise e o desemprego e a emigração outra vez e os empregos precários nem que fosse só durante uns meses. Hermanos é mas é o caralho, vão-se foder mais a vossa princesa anorética viciada em plásticas e o príncipe meio atrasado e o rei que mata elefantes e a rainha mansa porque jogámos muito melhor do que vocês e caralho se não fosse este azar que nos persegue desde há séculos de existência tínhamos ganho esta porcaria que não signifca nada e não passa de uma palhaçada mas que foda-se já que chegámos aqui era andar mais um bocadinho e quem sabe acabar com este enguiço e com este "faltou-nos um bocadinho assim"».

by Leididi ("Portugal a ser fodido desde 1143" in blog "O blog do desassossego)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Plágios e adágios


















Para moderado espanto deste gangue, outro gangue decidiu apropriar-se do nome deste grupo de gente sem rumo e resolveu lançar o terror (ou coisa que o valha) no metro do Porto. Ora, quando apanhados pela polícia, o grupo não hesitou e revelou que se auto-apelidavam de "Gangue La Quadrilha" (ver o Diário de Notícias em http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2628859&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA).
Assim, e como forma de agradecimento pela bonita homenagem, aqui fica um sentido obrigado por parte destes bandidos aos malfeitores-plagiadores que, à falta de tempo para serem originais, resolveram apropriar-se (também) dum nome que era de outros.

P.S.: De referir, apenas, que dois dos elementos deste grupo de malfeitores-leitores eram pugilistas do Boavista e que um deles havia acabado, recentemente, de se transferir para o FC Porto.

Europeus e assim



Do que é que eu gosto nos Europeus, Mundiais e assim?!
Oh, sei lá, tanta coisa!!


quinta-feira, 21 de junho de 2012

A foto do dia # 1: Ballotelli a treinar

Uns treinam, outros... mais ou menos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A frase da semana # 70




Sobre o Sporting:
"Todos os anos dizem no início: vamos ser campeões. Depois, a meio, dizem que está difícil. E, no final, não conseguem nada. Este ano nem uma Taça. Sabes o que te digo? É sempre a mesma merda (gargalhada)."

by Cherbakov

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Import/Export # 120

Foda-se" - por Millôr Fernandes (adaptado) O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me. "Não quer sair comigo?! - então, foda-se!" "Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas comó caralho! O Sol está quente comó caralho! O universo é antigo comó caralho! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é parvo comó caralho! Entendes? No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo: "Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...) Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça. E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai levar no olho do cu!"? Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!" Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!” Então: Liberdade, Igualdade, Fraternidade e foda-se!!! Mas não desespere: Este país … ainda vai ser “um país do caralho!” Atente no que lhe digo!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Import/Export # 119: Trovoada no feminino






















A "trovoada no feminino" é um processo que se desenvolve a partir duma (suposta) "reacção que emerge duma qualquer interpretação dum qualquer (se bem que rebuscado) significado implícito de uma frase ou atitude masculina por parte do sujeito feminino e que leva este último a penetrar num mundo onde toda a lógica desaparece.
Efetivamente, e uma vez dentro da "bolha ilógica" para que necessariamente será arrastado, o sujeito masculino deve lembrar-se que se encontra em terreno hostil cujas regras são formadas pelo sujeito feminino, assim numa espécie de "Imaginário do Doutor Parnassus".
Neste estádio, e socorrendo-nos de importantes critérios jurídicos, o sujeito masculino deverá ter presente que a resposta mais áspera que venha a proferir será posteriormente utilizada como justificação para o início de tudo, mesmo que essa resposta tenha vindo em consequência do início. Portanto, o nexo de causalidade muitas vezes funciona de forma retroactiva e, quer tal aconteça, quer não, a conditio sine qua non será uma regra utilizada pelo sujeito feminino para incriminar o sujeito masculino. Neste caso, só a acção e os seus efeitos interessam, nunca o que os despoletou.
Por outro lado, há que lembrar que os factos praticados pelo sujeito masculino, ainda que muito anteriores à discussão em causa, podem ser invocados a toda a hora pelo sujeito feminino, sem nunca se poder considerar a sua invocação como ilícita em virtude de prescrição do prazo (esta regra é, naturalmente, unilateral).
De referir, ainda, que o sujeito feminino tem sempre a presunção inilidível de razão. O ónus da prova que supostamente protege o sujeito masculino (como todos os reús, de resto) é, na verdade, uma armadilha.
Por fim, sublinar o facto de que qualquer discussão (ou, se preferirem, trovoada) anterior, necessariamente ganha pelo sujeito feminino por desistência do sujeito masculino, faz, como seria de prever, caso julgado.
Bom, e é isto.
Boa sorte a todos!

by O Legislador in http://olegisladorordinario.blogspot.co.uk/

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O mistério das portas automaticas

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A frase (anedota!) da semana # 69


















"Só um indivíduo que não está bom da cabeça é que vai exercer uma função pública."

by Jorge Coelho (CEO da Mota-Engil)

Import/Export #118: O verbo falir


















"O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal. «Eu falo» é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque «eu falirei» é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar «eu fali». Mas ninguém pode dizer que, neste momento, «fale».
Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não «falam» (outra conjugação impossível). Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se «fala», no presente. Se eu nunca «falo», como posso ter falido? Se ninguém «fale», porquê antever que alguém faliria? Talvez a explicação esteja nos negócios import/export. Nas outras línguas é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir.
Bem sei que [vários] linguistas se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de ser considerada antipatriótica. É altura de a gramática se submeter à economia. Tudo o resto já se submeteu."

by Ricardo Araújo Pereira, in "Boca do Inferno", revista Visão (31.maio.2012)

P.S.: Congratulam-se os bandidos pelo facto de, finalmente (!), o RAP ter tido a decência de nos referir nas suas rubricas semanais na revista Visão - até porque, não rara vez, temos sido nós a plag...referi-lo aqui.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Import/Export # 117: É o diz que disse
















"Sou tão pouco fotogénico que a minha máquina tem uma subjectiva."

"Em termos de droga, a melhor marca é sempre branca."

"Devia haver restaurador Olex mas para a vida."

"Vou dizer à minha família que conheci outras pessoas."

by Juvenal O Anormal, in blog "O melhor blog do Universo"

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Import/Export #116: Tuuuuudo Relvado!!














"Vivem-se em Portugal sucessivos casos Etagretaw. Os casos Etagretaw, uma especialidade portuguesa, são casos Watergate ao contrário: em vez de serem escândalos políticos denunciados por jornalistas, são escândalos jornalísticos denunciados por políticos."

by Ricardo Araújo Pereira, in "Boca do Inferno", revistas Visão (24.maio.2012)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A frase da semana # 68






















"You should never stick something that you are allergic to into your mouth, especially if that thing is cats."

by Lemony Snicket

Obrigado, Briosa!



sexta-feira, 18 de maio de 2012

A frase da semana # 67








"Claro que não vamos pagar a dívida. [Essa foi] a única coisa sensata que o eng. Sócrates disse."

by Manuel Villaverde Cabral (sociólogo), in JN

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A frase da semana # 66













"Mudar de clube?! Para quê? O clube onde eu jogo é muito grande, imenso."

by Pablo "El Mago" Aimar

A frase da semana # 65














"Aquele momento em que a tua empregada já sabe que o rolo de papel higiénico é ao lado do computador."

by Juvenal O Anormal, in blog "O melhor blog do Universo"

terça-feira, 15 de maio de 2012

A frase da semana # 64


















«Vencer no estrangeiro é o meu sonho. É verdade que gostaria de conquistar a liga espanhola, mas também é verdade que gostava de ganhar o título em Portugal, com o Benfica.»

by Roberto Mancini (treinador do Man.City)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Veni, vidi, vici!!









"O partido da extrema-direita grega, Aurora Dourada, obteve 7% dos votos nas últimas eleições e logo que conheceu os resultados, o chefe deste partido nazi apresentou-se em público rodeado de gandulos carecas e comunicou à imprensa três palavras: «Veni, vidi, vici». Há qualquer coisa enternecedora num nacionalista grego que se dirige ao seu eleitorado em latim."

by Ricardo Araújo Pereira, in "Boca do Inferno, revista Visão (10.maio.2012)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A frase da semana # 63









"O euro foi uma espécie de 50% do Pingo Doce, mas a uma escala gigantesca!"

by Vasco Pulido Valente (Jornal i)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A frase da semana # 62









"Quando se chega ao maior clube português, alguém pode querer andar para trás?!"

by Jorge Jesus (o ainda treinador do SL Benfica)

Sem um Pingo de vergonha...!










"O dia do trabalhador foi triste, não porque se fizeram figuras tristes [nas diversas lojas do Pingo Doce espalhadas por este Portugal], mas porque o País que se orgulha da paz social nas manifestações viu por fim a face do empobrecimento e da fome, na fila de um supermercado."

by Pedro Santos Guerreiro, in revista Sábado (03.maio.2012)